História Universal
SIGA-NOS NO FACEBOOK

CURTA NOSSA PAGINA
loading...

Calígula

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Calígula

Mensagem por Fundador em 19th Agosto 2010, 11:32

Caio Júlio César Augusto Germânico, também conhecido como Caio César ou Calígula (Caligula), foi imperador romano de 16 de Março de 37 até ao seu assassinato, em 24 de Janeiro de 41. Foi o terceiro imperador de Roma e membro da Dinastia Júlio-Claudiana, instituída por Augusto. Ficou conhecido pela sua natureza extravagante e por vezes cruel. Foi assassinado pela guarda pretoriana em 41, aos 29 anos. A sua alcunha Calígula (que significa "botinhas" em português) foi posta pelos soldados das legiões comandadas pelo pai, que achavam graça vê-lo mascarado de legionário, com pequenas caligae (sandálias militares) nos pés.

Era o filho mais novo de Germânico, que, pela sua vez, era filho adotivo do imperador Tibério. Germânico é considerado como um dos maiores generais da história de Roma. A mãe de Calígula era Agripina. Cresceu com a numerosa família (tinha dois irmãos e três irmãs) nos acampamentos militares da Germânia Inferior, onde o pai comandava o exército imperial (14-16). Após a celebração em Roma do triunfo do seu pai, marchou com ele para Oriente. Germânico faleceu durante a sua estadia em Antioquia, em 19. Após enterrar o seu pai, Calígula regressou com a sua mãe e os seus irmãos para Roma, onde a incomodidade que a sua presença gerava no imperador degenerou numa inimizade, causador provável das estranhas mortes de uma série de parentes do futuro imperador entre os que se contavam dois dos seus tios. As suas relações com Tibério pareceram melhorar quando este se mudou para Capri e foi designado pontifex. À sua morte - a 16 de março de 37 -, Tibério ordenou que o Império devia ser governado conjuntamente por Calígula e Tibério Gemelo.

Após desfazer-se de Gemelo, o novo imperador tomou as rédeas do Império. A sua administração teve uma época inicial pontuada por uma crescente prosperidade e uma gestão impecável; porém, a grave doença que atravessou o imperador marcou um ponto de inflexão no seu jeito de reinar. Apesar de que uma série de erros na sua administração derivaram numa crise econômica e numa fome, empreendeu um conjunto de reformas públicas e urbanísticas que acabaram por esvaziar o tesouro. Apressado pelas dívidas, pôs em funcionamento uma série de medidas desesperadas para restabelecer as finanças imperiais, entre as que se destaca pedir dinheiro à plebe.

Militarmente, o seu reinado esteve caracterizado pela anexação da província da Mauritânia (a cujo monarca assassinou numa das suas visitas a Roma), pelo insucesso na conquista da Britânia e pelas tensões que açoitaram as províncias orientais do Império. Em Oriente, deu amostras da sua graça mediante a concessão dos territórios de Bataneia e Traconítide ao seu amigo Herodes Agripa, e da sua megalomania ao ordenar que fosse erigida uma estátua na sua honra no Templo de Jerusalém; enquanto no Ocidente deu-as da sua demência ao pedir o exército que em vez de atacar as tribos britanas se pusera a recolher conchas, o tributo que segundo ele essas águas lhe deviam ao Monte Capitolino e ao Monte Palatino.

Segundo determinados historiadores, nos seus últimos anos de vida esteve envolvido numa série de escândalos entre os quais se destacam manter relações incestuosas com as suas irmãs e até mesmo obrigá-las a prostituir-se. A 24 de Janeiro de 41, foi assassinado pelos executores de uma conspiração integrada por pretorianos e senadores, e liderados pelo seu praefectus, Cássio Querea. O desejo de alguns conspiradores de restaurar a República viu-se frustrado quando, no mesmo dia do assassinato de Calígula, o seu tio Cláudio foi declarado imperador pelos pretorianos. Uma das primeiras ações de Cláudio como imperador foi ordenar a execução dos assassinos do seu sobrinho.

Existem poucas fontes sobreviventes que descrevam o seu reinado, nenhuma das quais refere de maneira favorável; pelo contrário, as fontes centram-se na sua crueldade, extravagância e perversidade sexual, apresentando-o como um tirano demente. Embora a fiabilidade destas fontes seja difícil de avaliar, de acordo com o conhecido com certeza a respeito do seu reinado, trabalhou incansavelmente a fim de aumentar a autoridade do princeps; tendo de fazer face a várias conspirações surgidas com o objeto de derrocá-lo e lutando a fim de reduzir a influência do Senado, esmagando a oposição que este órgão legislativo continuava exercendo. Tornou-se o primeiro imperador em apresentar-se frente do povo como um deus.


Última edição por Carlos Costa em 5th Julho 2012, 16:37, editado 1 vez(es)

Fundador
Administrador

Mensagens : 1615

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Calígula

Mensagem por Fundador em 1st Setembro 2011, 17:38

Calígula, o nosso bebé e a nossa estrela

Quando no ano 41 d.C., Calígula, filho do general Germânico, tomou o poder em Roma, foi glorificado nas ruas de Roma com gritos de "o nosso bebé" e "a nossa estrela" por parte do povo romano.

Os primeiros 7 meses do seu reinado foram dos mais felizes que Roma experimentou. Calígula permitiu aos exilados o seu regresso a Roma, fechou os casos de execução ordenados por Tibério, e estabilizou as finanças e o poder do Senado.

Infelizmente, após 7 meses da tomada de posse, Calígula caiu enfermo devido a uma doença cerebral. Seria o início da loucura que caracterizou o resto do seu reinado, causando a morte e sofrimento a um grande número de romanos.


Fundador
Administrador

Mensagens : 1615

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Calígula

Mensagem por Fundador em 5th Julho 2012, 16:38

Ícones do Mau Comportamento - Calígula

Calígula reinou por menos de quatro anos, mas ainda assim entrou para a história como o imperador romano mais depravado.


Fundador
Administrador

Mensagens : 1615

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Calígula

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum