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Lord Byron

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Lord Byron

Mensagem por Fundador em 17th Março 2011, 17:47

Uma das minhas bisavós do lado paterno foi tão bela e inteligente (confiando nas informações que o meu pai me deu há uns anos), que tinha sempre uma legião de homens atrás dela. A minha bisavó conseguia sacar-lhes o dinheiro sem chegar a conceder-lhes o prazer sexual. Segundo o meu pai, alguns homens chegaram inclusive a suicidar-se por causa dela (só posso imaginar o que o meu bisavô deve ter sofrido para a conseguir conquistar). Se essa minha bisavó tivesse vivido uns 80/90 anos antes e tivesse conhecido Lord Byron, teria ocorrido uma explosão.

Juntamente com Napoleão Bonaparte e François Villon (e a minha bisavó), Lord Byron é uma das minhas personalidades históricas favoritas. Ele foi descrito por Lady Caroline Lam da seguinte forma: “louco, mau e perigoso para se conhecer”.

George Gordon Byron (1788-1824) foi um poeta inglês que se tornou a expressão máxima do ultra-romantismo. Com uma vida repleta de amantes, dívidas, excessos, loucuras e aventuras, foi este o poeta que escreveu a famosa obra satírica Don Juan, que deixou incompleta devido à sua morte prematura.

Coxo desde a infância, orfão de pai e criado por uma mãe louca, tornou-se o supremo sedutor e mestre da elegância após receber o título de Lorde, que lhe pertencia por direito de nascença. O seu charme era tanto, que homens e mulheres afundavam-se por igual nas suas garras; quando se sabia que ia aparecer em determinada festa, os nobres mais ciumentos deixavam as suas mulheres trancadas em casa.

Não passou muito tempo, no entanto, a começar a chocar a Inglaterra com os seus comportamentos de poeta maldito e obras escandalosas, entre elas Fugitive Pieces, Hours of Idleness e Child Harold’s Pilgrimage. Era também super-arrogante e chegou a cumprimentar o presidente do Parlamento inglês com tal indiferença que chocou a todos os presentes.

Em 1815 casa-se, mas é abandonado por a mulher pouco tempo depois, que o acusou de ser moralmente louco, entrando então em profunda depressão. Comete nessa altura incesto com a irmã, chegando a engravidá-la, e esta foi a gota final para a sociedade conservadora do seu tempo. No dia em que sai de barco de Inglaterra, para escapar do ambiente pesado que se fazia sentir, o cais enche-se de mulheres para o verem partir.

Passou então por muitos países, fazendo amigos notáveis (como, por exemplo, o poeta Percy Shelley), tendo várias mulheres como amantes, frequentando bordéis a toda a hora, e escrevendo muitos contos orientais, poemas, a obra Manfred e finalmente Don Juan. Depois de conquistar as mulheres, costumava as desprezar e abandonar, deixando-as em profunda depressão; quando era rejeitado, era ele quem entrava em depressão. Byron sempre vivia a vida e as emoções ao máximo.

Para escapar do seu desespero e angústia, e em busca de emoções fortes, alista-se no exército grego, que combatia os turcos, na luta pela independência da Grécia. Morre poucos meses depois, na frente de batalha, em 1824, de umas febres. Devido ao seu heroísmo, muitos europeus decidiram imitar Byron e partiram para a Grécia para ajudar na guerra, e a ajuda desses homens foi muito útil para a Grécia conseguir finalmente a sua independência.

Nietzsche disse certa vez que Byron foi um dos homens que mais perto esteve de ser um super-homem (ou, sendo mais correto, um além-do-homem). Em linguagem poética, podemos dizer que Byron desafiou os deuses e provou todos os venenos da vida. Como sabemos pela tragédia grega, os deuses costumam destruir aqueles que têm o descaramento de os desafiar. Mas, se não os desafiarmos, como podem eles saber que existimos? Se não os desafiarmos, não seremos apenas zombies e cadáveres adiados? Byron não foi um zombie nem um cadáver adiado: ele viveu tudo o que havia para viver e, apesar de ter morrido aos 36 anos, podemos dizer que viveu muitas centenas de anos.

Deixo aqui um poema de Byron que encontrei na Wikipédia:

Versos Inscritos numa Taça Feita de um Crânio

Não, não te assustes: não fugiu o meu espírito
Vê em mim um crânio, o único que existe
Do qual, muito ao contrário de uma fronte viva,
Tudo aquilo que flui jamais é triste.

Vivi, amei, bebi, tal como tu; morri;
Que renuncie a terra aos ossos meus
Enche! Não podes injuriar-me; tem o verme
Lábios mais repugnantes do que os teus olhos.

Onde outrora brilhou, talvez, minha razão,
Para ajudar os outros brilhe agora eu;
Substituto haverá mais nobre que o vinho
Se o nosso cérebro já se perdeu?

Bebe enquanto puderes; quando tu e os teus
Já tiverdes partido, uma outra gente
Possa te redimir da terra que abraçar-te,
E festeje com o morto e a própria rima tente.

E por que não? Se as frontes geram tal tristeza
Através da existência -curto dia-,
Redimidas dos vermes e da argila
Ao menos possam ter alguma serventia.

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Re: Lord Byron

Mensagem por Fundador em 16th Outubro 2011, 19:59

George Gordon Byron (1788-1824), foi um poeta inglês que se tornou a expressão máxima do ultra-romantismo. Com uma vida repleta de amantes, dívidas, excessos e aventuras, foi este o poeta que escreveu a famosa obra satírica Don Juan, que deixou incompleta devido à sua morte prematura.

Coxo desde a infância, orfão de pai e criado por uma mãe louca, tornou-se o supremo sedutor e mestre da elegância após receber o título de lorde, que lhe pertencia por direito, dado que descendia de aristocratas.

Não passou muito tempo, no entanto, a começar a chocar a Inglaterra com os seus comportamentos de poeta maldito e obras escandalosas, entre elas Fugitive Pieces, Hours of Idleness e Child Harold's Pilgrimage.

Em 1815 casa-se, mas é abandonado por a mulher pouco tempo depois, que o acusou de ser moralmente louco, entrando então em profunda depressão. Comete nessa altura incesto com a irmã, e esta foi a gota final para a sociedade conservadora do seu tempo, que o expulsa de Inglaterra. No dia em que sai de barco do país, para cumprir a ordem de banimento, o cais enche-se de mulheres para o verem partir.

Passou então por muitos países, fazendo amigos notáveis (como, por exemplo, o poeta Percy Shelley), tendo várias mulheres como amantes, frequentando bordéis a toda a hora, e escrevendo muitos contos orientais, poemas, a obra Manfred e finalmente Don Juan.

Para escapar do seu desespero, visão pessimista da vida e angústia, alista-se no exército grego, que combatia os turcos, na luta pela independência da Grécia. Morre poucos meses depois, na frente de batalha, em 1824, de umas febres.

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