Atentados de 11 de Setembro
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Atentados de 11 de Setembro

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Re: Atentados de 11 de Setembro
Os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 foram uma série de ataques suicidas coordenados pela Al-Qaeda aos Estados Unidos.
Na manhã daquele dia, 19 terroristas da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais a jato de passageiros. Os sequestradores intencionalmente bateram dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova Iorque, matando todos a bordo e muitos dos que trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram em duas horas, destruindo construções vizinhas e causando outros danos. O terceiro avião de passageiros caiu contra o Pentágono, em Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington, D.C. O quarto avião caiu em um campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois que alguns de seus passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle do avião, que os sequestradores tinham reencaminhado para Washington, D.C. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.
O total de mortos nos ataques foi de 2.996 pessoas, incluindo os 19 sequestradores. A esmagadora maioria das vítimas era civil, incluindo cidadãos de mais de 70 países. Além disso, há pelo menos um óbito secundário - uma pessoa foi descartada da contagem por um médico legista, pois teria morrido por doença pulmonar devido à exposição à poeira do colapso do World Trade Center.
Wikipédia
Na manhã daquele dia, 19 terroristas da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais a jato de passageiros. Os sequestradores intencionalmente bateram dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova Iorque, matando todos a bordo e muitos dos que trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram em duas horas, destruindo construções vizinhas e causando outros danos. O terceiro avião de passageiros caiu contra o Pentágono, em Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington, D.C. O quarto avião caiu em um campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois que alguns de seus passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle do avião, que os sequestradores tinham reencaminhado para Washington, D.C. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.
O total de mortos nos ataques foi de 2.996 pessoas, incluindo os 19 sequestradores. A esmagadora maioria das vítimas era civil, incluindo cidadãos de mais de 70 países. Além disso, há pelo menos um óbito secundário - uma pessoa foi descartada da contagem por um médico legista, pois teria morrido por doença pulmonar devido à exposição à poeira do colapso do World Trade Center.
Wikipédia
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Re: Atentados de 11 de Setembro
11 de Setembro - O Dia Seguinte
Neste documentário você irá ver como foram os dias que se passaram após o maior atentado da História dos Estados Unidos.
Neste documentário você irá ver como foram os dias que se passaram após o maior atentado da História dos Estados Unidos.
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Re: Atentados de 11 de Setembro
Quando os americanos mataram Bin Laden, descobriram documentos que apontavam para novos atentados neste Domingo, isto é, exatamente 10 anos depois dos Ataques de 11 de Setembro. Vamos ver o que acontece no Domingo! Um novo 11 de Setembro seria muito mau para os Estados Unidos e para o Mundo...
Saibot- Membro Regular
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Re: Atentados de 11 de Setembro
O 11 de Setembro dez anos depois: Um balanço
Alexandre Reis Rodrigues

O 11 de Setembro, ao contrário do que esperava Bin Laden, revelou-se um desastre para a al Qaeda; em vez de afastar os EUA do mundo islâmico, acabou por fazer aumentar a sua presença na zona e possibilitar um maior controlo americano sobre toda a região, o que reduziu a possibilidade de nascerem novos Estados islâmicos hostis ao Ocidente.
Não obstante esta realidade Bin Laden manteve sempre a obsessão de atacar de novo os EUA. Morreu, no entanto, sem a ver concretizada. É possível que a organização, agora sobre a liderança de Ayman al Zawahiri, esteja a tentar vingar a sua morte e demonstrar que ainda é capaz de fazer algo com grande impacto, mas a maioria dos especialistas não lhe reconhece capacidade de levar a cabo algo parecido com o 11 de Setembro.
Isto não diminui, no entanto, a possibilidade de criação de uma situação de grande insegurança, acompanhada ou não de novos atentados de dimensão menor, hipótese que elementares razões de prudência exigem que se tenha em conta. Em qualquer caso, é pertinente perguntar se será maior o risco agora, no momento em que faz precisamente uma década sobre esse terrível acontecimento, do que em qualquer altura.
Dizem os especialistas que se não houve ataque até agora não foi por falta de intenção; foi por falta de capacidade. Existisse esta, a organização não iria ficar à espera do momento mais adequado, muito menos da data de uma efeméride que, naturalmente, se encara como uma situação de alerta máximo. Enquanto esperassem, estariam a correr o risco de virem a ser detectados. A táctica do terrorismo, como se sabe, sempre foi tentar surpreender, procurar fazer o impensável, actuar quando menos se espera para ter o maior efeito.
Não obstante, esta situação, conforme faz notar Wlliam McCants no Foreign Affairs, o grande objectivo de Bin Laden de substituir os regimes seculares árabes por regimes islâmicos hostis ao Ocidente pode, hoje, estar mais perto de se tornar uma realidade e, curiosamente, por uma via democrática pacífica, precisamente, o contrário do que a al Qaeda preconizava.
De facto, essa possibilidade “está em cima da mesa”. Muitos receiam que a forma como, por exemplo, a Irmandade Muçulmana, e outras organizações semelhantes, se mostram dispostas a integrar o jogo político democrático, aproveitando a oportunidade aberta pela “Primavera Árabe”, pode não ser mais do que a adopção de uma simples alternativa à via violenta para chegar ao poder, mas sem alteração do objectivo.
É o que também parece mais preocupar Israel; pelo menos foi essa uma das principais mensagens que trouxe a Lisboa, no âmbito de um périplo mais alargado, o embaixador Dan Gillerman, para contactos com o Governo português e outras instituições nacionais. A preocupação não é descabida, é preciso reconhecê-lo. Basta lembrar o resultado das eleições na Palestina que levaram o Hamas ao poder, no meio de esperanças que nunca se confirmaram.
Aliás, sabe-se agora - pela análise da documentação recolhida na residência de Bin Laden - que Atiyya, o número dois de Ayman al Zawahiri, morto a 22 de Agosto no Paquistão num ataque com um UAV, lutava há já algum tempo contra o excesso gratuito de violência. Defendia, em alternativa, coligações alargadas incluindo os moderados, embora sem prejuízo do objectivo do regime islâmico que a al Qaeda visa. A propósito da revolução líbia, Atiyya chegou a alertar o movimento para a necessidade de se começar a planear a instalação de um Estado islâmico.
Este assunto é relevante para a questão do combate ao terrorismo porque a estabilidade e paz no Médio Oriente têm geralmente sido consideradas como condição para o fim do radicalismo islâmico. No entanto, mal grado a expectativa criada pela “Primavera árabe”, as perspectivas para a região não são animadoras. O provável, segundo vários especialistas, é que, com o fim dos regimes árabes seculares pró-ocidentais, um acordo entre Israel e a Palestina seja hoje mais difícil do que era anteriormente, se não se tornou mesmo impossível.
Os graves acontecimentos de ontem no Cairo, com o assalto à Embaixada de Israel, são também um mau prenúncio; ameaçam o acordo de paz entre Israel e o Egipto de 1979 que, aliás, a maioria dos egípcios parece pretende rejeitar, contra a vontade dos militares. Por outro lado, se a oposição síria não conseguir prevalecer sobre o regime de Assad, a actual disputa, entre Ankara e Teerão, pela influência na região, inclinar-se-á para o Irão, o que será o pior desfecho para a finalidade de promover estabilidade para a área.
Dito isto, que balanço se pode fazer dos dez anos da chamada “guerra contra o terror” conduzida pelos EUA, com o apoio dos seus aliados?
O objectivo principal da estratégia americana, evitar um segundo ataque em território americano, foi plenamente conseguido. Montou-se um quadro de segurança, incluindo aliados e amigos, muito mais sofisticado do que então existia. Melhoraram-se radicalmente as capacidades de recolha e partilha de informações, de tácticas e treino, aperfeiçoou-se o controlo de entradas nos aeroportos e portos. Evitou-se a repetição dos atentados de Londres e Madrid, conseguiu-se fazer abortar inúmeras tentativas de atentados contra cidadãos americanos.
O segundo objectivo, o desmantelamento da al Qaeda, tal como existia a 22 de Setembro, foi parcialmente atingido através de severas baixas nos seus quadros superiores e, sobretudo, com a perda do líder e do último número dois, ambos neste ano, o que deixa Zawahiri na expectativa de ser o próximo. No entanto, a organização foi capaz de se ramificar em organizações regionais (Iémen e Somália) e criar raízes em comunidades muçulmanas a viver em países ocidentais, o que, no seu conjunto, continua a constituir uma ameaça relevante. Em resultado desta situação, em especial os reveses que a al Qaeda sofreu, segundo Michael Hayden, antigo director da CIA, os atentados terroristas do futuro poderão ser menos bem organizados, menos complexos e letais, mas serão, provavelmente, mais numerosos.
Estas circunstâncias não permitem dar por concluída a guerra contra o terror mas os termos em que se desenvolverá, no futuro, deixarão de requerer, como aconteceu de início, respostas predominantemente militares.
Jornal Defesa
Alexandre Reis Rodrigues

O 11 de Setembro, ao contrário do que esperava Bin Laden, revelou-se um desastre para a al Qaeda; em vez de afastar os EUA do mundo islâmico, acabou por fazer aumentar a sua presença na zona e possibilitar um maior controlo americano sobre toda a região, o que reduziu a possibilidade de nascerem novos Estados islâmicos hostis ao Ocidente.
Não obstante esta realidade Bin Laden manteve sempre a obsessão de atacar de novo os EUA. Morreu, no entanto, sem a ver concretizada. É possível que a organização, agora sobre a liderança de Ayman al Zawahiri, esteja a tentar vingar a sua morte e demonstrar que ainda é capaz de fazer algo com grande impacto, mas a maioria dos especialistas não lhe reconhece capacidade de levar a cabo algo parecido com o 11 de Setembro.
Isto não diminui, no entanto, a possibilidade de criação de uma situação de grande insegurança, acompanhada ou não de novos atentados de dimensão menor, hipótese que elementares razões de prudência exigem que se tenha em conta. Em qualquer caso, é pertinente perguntar se será maior o risco agora, no momento em que faz precisamente uma década sobre esse terrível acontecimento, do que em qualquer altura.
Dizem os especialistas que se não houve ataque até agora não foi por falta de intenção; foi por falta de capacidade. Existisse esta, a organização não iria ficar à espera do momento mais adequado, muito menos da data de uma efeméride que, naturalmente, se encara como uma situação de alerta máximo. Enquanto esperassem, estariam a correr o risco de virem a ser detectados. A táctica do terrorismo, como se sabe, sempre foi tentar surpreender, procurar fazer o impensável, actuar quando menos se espera para ter o maior efeito.
Não obstante, esta situação, conforme faz notar Wlliam McCants no Foreign Affairs, o grande objectivo de Bin Laden de substituir os regimes seculares árabes por regimes islâmicos hostis ao Ocidente pode, hoje, estar mais perto de se tornar uma realidade e, curiosamente, por uma via democrática pacífica, precisamente, o contrário do que a al Qaeda preconizava.
De facto, essa possibilidade “está em cima da mesa”. Muitos receiam que a forma como, por exemplo, a Irmandade Muçulmana, e outras organizações semelhantes, se mostram dispostas a integrar o jogo político democrático, aproveitando a oportunidade aberta pela “Primavera Árabe”, pode não ser mais do que a adopção de uma simples alternativa à via violenta para chegar ao poder, mas sem alteração do objectivo.
É o que também parece mais preocupar Israel; pelo menos foi essa uma das principais mensagens que trouxe a Lisboa, no âmbito de um périplo mais alargado, o embaixador Dan Gillerman, para contactos com o Governo português e outras instituições nacionais. A preocupação não é descabida, é preciso reconhecê-lo. Basta lembrar o resultado das eleições na Palestina que levaram o Hamas ao poder, no meio de esperanças que nunca se confirmaram.
Aliás, sabe-se agora - pela análise da documentação recolhida na residência de Bin Laden - que Atiyya, o número dois de Ayman al Zawahiri, morto a 22 de Agosto no Paquistão num ataque com um UAV, lutava há já algum tempo contra o excesso gratuito de violência. Defendia, em alternativa, coligações alargadas incluindo os moderados, embora sem prejuízo do objectivo do regime islâmico que a al Qaeda visa. A propósito da revolução líbia, Atiyya chegou a alertar o movimento para a necessidade de se começar a planear a instalação de um Estado islâmico.
Este assunto é relevante para a questão do combate ao terrorismo porque a estabilidade e paz no Médio Oriente têm geralmente sido consideradas como condição para o fim do radicalismo islâmico. No entanto, mal grado a expectativa criada pela “Primavera árabe”, as perspectivas para a região não são animadoras. O provável, segundo vários especialistas, é que, com o fim dos regimes árabes seculares pró-ocidentais, um acordo entre Israel e a Palestina seja hoje mais difícil do que era anteriormente, se não se tornou mesmo impossível.
Os graves acontecimentos de ontem no Cairo, com o assalto à Embaixada de Israel, são também um mau prenúncio; ameaçam o acordo de paz entre Israel e o Egipto de 1979 que, aliás, a maioria dos egípcios parece pretende rejeitar, contra a vontade dos militares. Por outro lado, se a oposição síria não conseguir prevalecer sobre o regime de Assad, a actual disputa, entre Ankara e Teerão, pela influência na região, inclinar-se-á para o Irão, o que será o pior desfecho para a finalidade de promover estabilidade para a área.
Dito isto, que balanço se pode fazer dos dez anos da chamada “guerra contra o terror” conduzida pelos EUA, com o apoio dos seus aliados?
O objectivo principal da estratégia americana, evitar um segundo ataque em território americano, foi plenamente conseguido. Montou-se um quadro de segurança, incluindo aliados e amigos, muito mais sofisticado do que então existia. Melhoraram-se radicalmente as capacidades de recolha e partilha de informações, de tácticas e treino, aperfeiçoou-se o controlo de entradas nos aeroportos e portos. Evitou-se a repetição dos atentados de Londres e Madrid, conseguiu-se fazer abortar inúmeras tentativas de atentados contra cidadãos americanos.
O segundo objectivo, o desmantelamento da al Qaeda, tal como existia a 22 de Setembro, foi parcialmente atingido através de severas baixas nos seus quadros superiores e, sobretudo, com a perda do líder e do último número dois, ambos neste ano, o que deixa Zawahiri na expectativa de ser o próximo. No entanto, a organização foi capaz de se ramificar em organizações regionais (Iémen e Somália) e criar raízes em comunidades muçulmanas a viver em países ocidentais, o que, no seu conjunto, continua a constituir uma ameaça relevante. Em resultado desta situação, em especial os reveses que a al Qaeda sofreu, segundo Michael Hayden, antigo director da CIA, os atentados terroristas do futuro poderão ser menos bem organizados, menos complexos e letais, mas serão, provavelmente, mais numerosos.
Estas circunstâncias não permitem dar por concluída a guerra contra o terror mas os termos em que se desenvolverá, no futuro, deixarão de requerer, como aconteceu de início, respostas predominantemente militares.
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