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Papa Clemente XIII e Portugal

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Papa Clemente XIII e Portugal

Mensagem por Fundador em 8th Março 2012, 14:43


Papa Clemente XIII (1758-1769)
Uma das questões que marcou o pontificado de Clemente XIII foi a sua luta contra as pretensões dos governos imbuídos das novas ideias filosóficas e iluministas. A sua relação com Portugal ficou pautada pelas divergências com a política centralizadora e antijesuítica de Sebastião José de Carvalho e Melo, poderoso ministro de D. José I.

Clemente XIII revelou-se um convicto defensor da Companhia de Jesus e no início de Agosto de 1759 – ano em que Carvalho e Melo decretou a expulsão dos jesuítas –, enviou quatro breves para Portugal em defesa daqueles eclesiásticos. Nos documentos, autorizava a entrega ao tribunal secular dos jesuítas acusados de estarem implicados no atentado contra D. José, mas pedia clemência para os criminosos, apelando ainda para que os jesuítas não fossem expulsos de Portugal.

As relações do papa com o reino degradaram-se definitivamente em Julho de 1760, quando o embaixador português junto da Santa Sé anunciou o rompimento de relações entre Portugal e o papado. Pouco depois era expulso do país o núncio apostólico e proibidas todas as comunicações com Roma.

No início de 1765, Clemente XIII publicou o breve Apostolicum Pascendi no qual elogiava as virtudes e utilidade mundial da Companhia de Jesus, confirmando a sua instituição, mas em Portugal o breve papal foi impedido de circular no reino.

Nova tentativa foi feita por Clemente XIII em Agosto de 1767, através do envio ao rei português do breve A quo die, apelando à reconciliação entre as duas cortes. O breve foi acompanhado por outro, De reinteguarda, para a rainha, e um terceiro, Etsi Plurimae, para Sebastião de Carvalho e Melo.

Em Dezembro desse ano, D. José respondeu ao breve papal e, no ano seguinte, nomeou Francisco e Almada Mendonça como embaixador de Portugal junto da Santa Sé, com o objetivo de assegurar a expulsão dos jesuítas dos Estados da Igreja.

Amargurado pela insistência da luta contra os jesuítas, particularmente por parte dos Bourbon, Clemente XIII faleceu em 1769, sendo substituído por Lorenzo Gangnelli, um cardeal da facção antijesuítica que tomou o nome de Clemente XIV.

Com a eleição do novo papa, foram reatadas as relações com a Santa Sé (1770) e Portugal e as cortes bourbónicas voltaram a insistir junto do Pontífice para a extinção dos jesuítas. Em 1773, conseguiram finalmente do papa a desejada medida: pelo breve papal Dominus ac Redemptor Noster era extinta a Companhia de Jesus.

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