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Holocausto

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Holocausto

Mensagem por Fundador em 7th Fevereiro 2012, 15:00

Quando, a 25 de Janeiro de 1945, as tropas soviéticas libertaram Auschwitz-Birkenau, o maior campo de concentração nazi, o Mundo confirmou as suspeitas que alimentava desde meados de 1942: a Alemanha de Hitler, empenhada na eliminação dos comunistas e no genocídio de judeus e de ciganos, cometeu atrocidades sem paralelo, pelo menos, no século XX. O que os soviéticos viram em Auschwitz – corpos em estado de putrefação amontoados e cinco mil prisioneiros escanzelados (outros 60 mil haviam iniciado, poucas semanas antes, quando a Alemanha tomou consciência da irreversibilidade da perda da Polónia, uma marcha forçada em direção à Alemanha e muitos deles morreram pelo caminho) – foi apenas uma ponta da extrema barbaridade que, durante cerca de três anos, caracterizou os campos de morte nazis.

Tudo começou no dia 20 de Janeiro de 1942, quando as principais cabeças da Alemanha nazi, reunidas em Berlim, decidiram implementar a "solução final", que estava sobre a mesa de Hitler desde o Verão do ano anterior, para resolver o "problema" dos judeus.

Assim, Auschwitz-Birkenau, construído em Outubro de 1941, foi dotado de câmaras de gás – assim como os outros cinco campos de extermínio erguidos na Polónia – para receber, a partir de 26 de Março de 1942, ciganos, eslavos e, sobretudo, judeus.

Convencidos de que iriam ser deportados para campos de trabalho, os condenados do nazismo eram amontoados como carga em comboios e conduzidos até Auschwitz, Treblinka, Belzec, Sobibor, Chelmno ou Maidanek. À chegada, homens e mulheres eram separados e despojados dos poucos bens que ainda possuíam, antes de lhes serem rapadas as cabeças (os alemães recuperavam os cabelos para a indústria têxtil) e de entrarem em salas que imaginavam ser de banho. Mas os chuveiros, aparentemente normais, em vez de água, libertavam monóxido de carbono ou outros gases letais. Poucos minutos depois, estavam mortos. Os corpos sem vida, esqueléticos, eram enterrados em valas comuns. Numa segunda fase, dado o grande volume que representavam, passaram a ser queimados em fornos crematórios.

Desta forma, considerada "prática" pelos nazis, mas também de fome e de doença (febre tifóide, tuberculose, etc.), sucumbiram em Auschwitz-Birkenau, segundo os dados conhecidos, 1.200.000 seres humanos (as estimativas feitas no período pós-Guerra eram bem mais elevadas, apontando para um número de mortos que oscilava entre os quatro e os nove milhões), entre os quais um milhão de judeus.

Mas o extermínio de judeus (no total foram eliminados 5.100.000, entre os quais três milhões em campos de morte) e de comunistas começou antes do aparecimento das câmaras de gás. Após a invasão da União Soviética, os Einsatzgruppen, unidades especiais da SS, foram incumbidos de eliminar à bala aquela "espécie de gente", particularmente os bolcheviques. Antes da adopção da "solução final", os cerca de três milhões de judeus polacos foram fechados pelo invasor germânico, em condições verdadeiramente desumanas, no interior de 400 guetos, onde muitos – algumas centenas de milhar – morreram de frio, de fome e de doença.

A Auschwitz-Birkenau – o campo da morte de um "complexo" edificado na cidade de Oswiecim que possuía, ainda, um campo de concentração (Auschwitz 1, construído a 27 de Abril de 1940) e um campo de trabalho (Auschwitz 2-Moniwitz, erguido no Verão de 1942) – ficaram ligados alguns nomes sonantes do nazismo: Rudolf Hess (a personagem tenebrosa que comandou Auschwitz), Heinrich Himmler (o engenheiro agrónomo que executou a "solução final" e ordenou a construção dos campos) e Josef Mengele (o médico sugestivamente conhecido como o "anjo da morte").

Talvez devido ao secretismo que envolvia os campos da morte, a Inglaterra e os Estados Unidos demoraram a perceber o que, realmente, se passava em Auschwitz. Sabiam que os judeus deportados do Ocidente e os dos guetos polacos desapareciam misteriosamente. Sabiam que as tropas nazis fuzilavam milhares de civis no Leste. Apesar destes sinais, não acreditavam numa exterminação massiva.

O mundo que não vivia sob o domínio alemão denunciou pela primeira vez o genocídio em Dezembro de 1942, numa altura em que apenas fazia uma vaga ideia – a própria direção do Comité Internacional da Cruz Vermelha, temendo represálias da Alemanha sobre a Suíça, silenciou o holocausto – da realidade posta a descoberto em Janeiro de 1945 pelos soviéticos.

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