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Afonso de Albuquerque

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Afonso de Albuquerque

Mensagem por Fundador em 21st Janeiro 2012, 15:47

Sem dúvida a maior personagem e o maior governador português no Oriente. Filho segundo de Gonçalo de Albuquerque, senhor de Vila Verde dos Francos. Serviu os reis D. Afonso V, D. João II e D. Manuel I.

A sua brilhante carreira militar iniciou-se em Arzila, passando depois, em 1503, à Índia, com seu primo Francisco, onde combateram o exército do samorim de Calecut. Nesse ano edificaram a primeira fortaleza portuguesa na Índia, construída em Cochim com materiais pobres, à base de madeiras. Ainda em 1503, consegue acordos comerciais com Coulão, onde carrega pimenta para o Reino. Regressa a Lisboa, em 1504, para dois anos depois viajar de novo para o Oriente.

As cartas secretas da sucessão atribuíam-lhe, em 1508, o governo da Índia, já que D. Francisco de Almeida terminava o seu mandato de três anos. Este entregou-lhe o governo após fortes atritos. Mas a partir de então Albuquerque desenvolveu o seu plano estratégico que o tornaria célebre pela posse de posições que possibilitavam controlar principalmente a entrada do Golfo Pérsico, da costa ocidental da Índia e do Estreito de Malaca. Esse objetivo conseguiu-o através da conquista de Ormuz (1507-1515), de Goa (1510) e de Malaca (1511). Após esta última conquista naufragou na sua nau Frol de la Mar, completamente recheada de tesouros da cidade que tomara, conseguindo, no entanto, salvar a própria vida, assim como a de seus marinheiros.

Em 1514, conclui as pazes com o samorim, cujo tratado é favorável aos Portugueses, obtendo, ainda, a permissão de edificar uma fortaleza em Calecut, localidade que, com os seus exércitos, sempre tentou afastar a presença lusa de terras malabares. Prepara Goa, em detrimento de Cochim, para capital administrativa portuguesa no Oriente. Naquela localidade inicia a política de casamentos entre portugueses e mulheres indígenas, com o objetivo de criar uma raça luso-indiana. Recebe vários reis e embaixadores para consolidar a sua política militar e obter tributos.

Em 1515, desloca-se a Ormuz para concluir a fortaleza que iniciara após a conquista. Albuquerque trabalha nas obras ao lado dos soldados, numa altura em que o seu prestígio já atingira o auge. Tinha-se desenvolvido, por isso, uma campanha de difamação contra si em Lisboa. De regresso de Ormuz, ainda em pleno mar, é informado por uma nau indígena de que o novo governador já se encontrava em Goa para o substituir. Cansado e incompreendido, da sua boca ouve-se a famosa frase: «Mal com el-rei por amor dos homens, e mal com os homens por amor de el-rei, o melhor é morrer.»

Assim entra doente na barra de Goa, onde, a olhar a cidade que conquistara, morre a 16 de Dezembro de 1515. D. Manuel I, porém, acabaria por recompensar seu filho Brás de Albuquerque, atendendo aos serviços e solicitação escrita do pai.

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Re: Afonso de Albuquerque

Mensagem por Lusitano89 em 21st Janeiro 2012, 20:59


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Re: Afonso de Albuquerque

Mensagem por Saibot em 6th Junho 2012, 00:22

Nasceu perto de Lisboa, em 1462, no seio de uma família nobre, e foi educado na Corte de D. Afonso V. Foi um homem de paixões, determinado, robusto e, pode dizer-se, vingativo e implacável com os que o traíam. Na vida política, foi, contudo, ponderado, diplomático e estratrega. A ele se deveu a forte implantação de Portugal no Oriente. Este homem, que pertenceu à guarda pessoal de D. João II, já tinha ultrapassado os 40 anos quando o monarca português, D. Manuel, ordenou a sua partida para a Índia, corria o ano de 1503. Foi uma missão meramente de reconhecimento, mas terá sido nessa altura que começou a formar o plano de domínio do oceano Índico e de reforço da presença portuguesa no Oriente. A sua tarefa foi de tal forma bem sucedida que, no regresso, o rei português o encarregou de partir novamente, numa armada comandada por Tristão da Cunha, devendo permanecer na Índia como capitão-mor da costa da Arábia. Estava, igualmente, incumbido de substituir Francisco de Almeida como governador, o que aconteceu em novembro de 1509.

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Re: Afonso de Albuquerque

Mensagem por Saibot em 6th Junho 2012, 00:38

Mantendo as linhas gerais do antecessor, implantou também os ditames do seu plano. Entre eles, estava a vontade de garantir para Portugal o monopólio do comércio das especiarias, com o controlo dos mares, no sentido de impedir a circulação de navios rivais. Albuquerque compreendeu ainda que era necessário controlar o território, tendo, para tal, determinado quais os locais mais importantes: Goa, Malaca, Ormuz e Adém. Apenas não teve sucesso na conquista desta última cidade, mas a sua estratégia também falhou por não ter incluído Diu nos territórios considerados mais importantes. O seu governo ficou marcado por uma outra política, nem sempre bem entendida, a dos casamentos mistos, que consistia no incentivo de matrimónios entre portugueses e autóctones.

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Re: Afonso de Albuquerque

Mensagem por Saibot em 6th Junho 2012, 00:47

Aquele que é considerado um dos maiores ou mesmo o maior impulsionador do Império Português do Oriente, nos últimos anos de governação, teve uma outra questão com que se preocupar, a das intrigas que se avolumavam contra si na Corte. O rei viria a ceder à campanha de difamação e encarregou Lopo Soares de Albergaria, um dos maiores inimigos de Albuquerque, de o substituir na governação em 1515. À data da sua morte, o povo de Goa lamentou e chorou de forma sentida a partida do governador que sempre soube atrair a amizade dos que conquistou.

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Re: Afonso de Albuquerque

Mensagem por Sérgio Sodré em 14th Fevereiro 2017, 23:19

Afonso de Albuquerque (o Leão dos Mares)
Governador e Capitão-General das Índias

Operações no Oceano Índico e sua zonas costeiras de 1506 a 1515.

Foi o pai da moderna estratégia naval, entendendo o significado do poder marítimo e foi o primeiro a aplicá-lo sistematicamente. Estabeleceu uma rede de bases no Oceano Índico que deu a Portugal o controlo virtual das linhas de comunicação marítimas e da orla costeira, exercendo o domínio hegemónico nesse oceano após eliminação das forças navais islamitas que o contestaram.
Foi aparentemente o primeiro a entender que o poder marítimo é alicerçado em três fundamentos: bases navais; navios mercantes e navios de guerra.

Confiava de tal modo na superioridade da sua artilharia naval que, frequentemente, atacava diretamente o centro de gravidade tático do oponente caindo sobre o navio-almirante deste. Usa o mar como um espaço de manobra para as operações anfíbias rápidas de projeção de poder em terra.
Sempre avançou determinado a vencer, combatendo onde quis e quando quis.
Perante a multidão e variedade dos inimigos, o grande princípio: contê-los em Terra e batê-los no Mar.

(Foi a minha personagem histórica no concurso para o "maior português" antes do apuramento dos 10 finalistas).
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Re: Afonso de Albuquerque

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