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Duques de Cadaval

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Duques de Cadaval

Mensagem por Fundador em 17th Dezembro 2011, 23:43


D. Diana Álvares Pereira de Melo, a duquesa de Cadaval
Trata-se do mais ilustre dos títulos portugueses, exceptuando os privativos da Casa Real. Este título está, aliás, ligado à Casa de Bragança, pois descende de D. Álvaro, quarto filho do segundo duque, D. Fernando II.

Foi primeiro duque D. Nuno Álvares Pereira de Melo (1638-1727), também quarto marquês de Ferreira e sexto conde de Tentúgal. Os marqueses de Ferreira residiam em Évora quando se deu a Restauração, fixando-se então em Lisboa onde, logo em 1641, D. Nuno foi encartado como conde de Tentúgal. No tempo de D. Afonso VI, porém, foi desterrado pelo rei para Almeida, conhecida que era a sua inimizade em relação ao monarca, vindo mais tarde a ser um dos que mais contribuíram para a sua deposição. Com D. Pedro II no poder exerceu cargos importantes na corte, sendo o último o de presidente do Desembargo do Paço. Em 1668, terminada enfim a Guerra da Restauração, foi o primeiro plenipotenciário para a assinatura do tratado de paz com os espanhóis. Foi senhor de imensos lugares e vilas pelo país fora e comendador nas ordens de Avis, Sant'lago e de Cristo. Pertenceu a vários conselhos de Estado e da Guerra em três reinados sucessivos: D. Afonso VI, D. Pedro II e D. João V. Quando faleceu D. Pedro II (1706), afastou-se da vida pública. Recebeu o título no dia em que nasceu este último rei, a 26 de Abril de 1648, passado por D. João IV. Casou três vezes e da terceira esposa, a princesa Margarida Armanda de Lorena, teve muitos filhos, entre os quais o segundo e o terceiro duques.

O segundo duque foi D. Luís Ambrósio de Melo (1679-1700), cavaleiro da Ordem de Cristo armado pessoalmente por D. Pedro II. O título foi-lhe concedido pelo mesmo rei em 16 de Março de 1682 e depois por carta de 20 de Abril de 1684. Morreu novo e sem geração, pelo que o terceiro duque foi seu irmão D. Jaime de Melo (1684-1749), estribeiro-mor de D. Pedro II e de D. João V.

O terceiro duque pertenceu aos conselhos de Estado e da Guerra, foi presidente da Mesa de Consciência e Ordens e cavaleiro professo da Ordem de Cristo. Aquando da aclamação de D. João V, foi o primeiro fidalgo a prestar juramento, por ser o primeiro senhor do reino logo a seguir à família real. Foi agraciado com o título logo após a morte do irmão por carta de D. Pedro II datada de 25 de Abril de 1701.

Nesta Casa destacou-se ainda o sexto duque, D. Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo (1799-1837), membro da regência nomeada por D. João VI em 6 de Março de 1826. Foi grã-cruz da Ordem de Torre-e-Espada e de Isabel, a Católica, de Espanha, comendador da Ordem de Cristo e cavaleiro do Tosão de Ouro. Nas divergências entre D. Pedro e D. Miguel, o duque tomou partido deste último, sendo por ele nomeado ministro. Quando, em 1833, os liberais, comandados pelo duque da Terceira, tomaram Lisboa, o duque, que liderava as tropas absolutistas derrotadas, retirou-se para Elvas e mais tarde, após a Convenção de Évora-Monte, seguiu para o exílio, primeiro para Inglaterra e depois para França, onde veio a falecer. Recebeu o título por carta do príncipe-regente D. João (futuro D. João VI), passada a 21 de Março de 1807.

O título pertence atualmente a D. Diana Álvares Pereira de Melo, também princesa de Orleans e duquesa de Anjou.

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