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Império Babilónico

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Império Babilónico

Mensagem por Fundador em 19th Junho 2011, 22:21


Torre de Babel
No ano 1900 a.C. a Babilónia transformou-se numa cidade-estado independente, cuja dinastia ganhou progressivamente a hegemonia da região. Esta dinastia atingiu o seu máximo esplendor em 1792 a.C. quando Hammurabi ocupou o trono e expandiu o seu poder por toda a Mesopotâmia. Após consolidar as fronteiras exteriores, Hammurabi dedicou-se a fomentar a riqueza interna, controlando pessoalmente o pagamento dos impostos, a navegação, os sistemas de rega e a construção de templos e palácios. Foi um grande chefe militar e um excelente administrador. O seu maior legado foi um conjunto de leis que ficaram conhecidas como o Código de Hammurabi.

A lei do olho por olho

O Código de Hammurabi é a compilação das leis e sentenças mais antiga da História. Gravado numa estela cuneiforme, sobre uma estela de basalto, este documento explica a origem divina das leis, mediante a representação do deus Shamash (o Sol) a entregar o código a Hammurabi. Debaixo desta imagem aparece o código propriamente dito, que conta com 282 leis que regulavam a propriedade e as condições de vida dos súbditos. Apesar de rígido (pois as leis baseavam-se no "olho por olho"), o código também oferecia proteção aos mais fracos (pobres, mulheres, crianças e escravos) face aos abusos dos ricos e poderosos.

Os génios da Antiguidade

Ao longo dos séculos, os sacerdotes foram aumentando o seu conhecimento astrológico e matemático. Os sumérios inventaram o sistema sexagesimal (com base no número 60) que então, tal como hoje em dia, era utilizado para medir o tempo e os ângulos. Por sua vez, os babilónios, embora conservassem este sistema para os cálculos científicos, preferiram a aplicação do sistema decimal (com base no número 10). Assim os astrónomos conseguiam, através da observação dos planetas e dos astros, antever fenómenos como os eclipses ou ajustar o calendário de forma a coincidir com o ano solar. O seu trabalho científico também os levou a compilar os conhecimentos da época, como provam as 20.000 tábuas de argila que se encontravam na biblioteca do palácio de Mari.

O declive do Império Babilónico

As guerras com as tribos invasoras vindas do norte, como os casitas, hurritas e os elamitas, acabaram por terminar com o domínio dos sucessores de Hammurabi. A hegemonia da Babilónia só voltou a ser instaurada em 1124 a.C., altura em que Nabuconodosor I unificou de novo a Mesopotâmia e expulsou os invasores. O nome do monarca provém do deus Nabu, cujo nome significa "o brilhante", e demonstra a devoção que os monarcas babilónicos tinham para com os seus deuses. Finalmente, e apesar do esplendor do reinado de Nabuconodosor I, a Babilónia acabou por cair perante a hegemonia assíria.

O Império Neobabilónico

No ano 626 a.C o chefe dos caldeus Nabopolassar, pôs fim a 400 anos de domínio assírio, proclamando-se rei da Babilónia e dando início ao período neobabilónico (domínio dos territórios da Mesopotâmia, Síria, Palestina e de Elam). O monarca que mais se destacou foi Nabucodonosor II, que reinou entre 604 e 562 a.C. Além de ter sido um conquistador muito ativo, Nabucodonosor II ficou também conhecido como construtor, uma vez que devolveu à cidade da Babilónia o seu esplendor. No entanto, este império não durou muito tempo, pois no ano 539 a.C. os persas derrotaram os babilónios e transformaram os seus territórios numa província do Império Aqueménida.

Nabucodonosor II e o cativeiro judeu

No ano de 598 a.C. Nabucodonosor II ocupou finalmente a cidade de Jerusalém, após ano e meio de assédio. Capturou o rei Joaquim e colocou no seu lugar o seu sobrinho Sedecias. Em 587 a.C. Sedecias liderou uma revolta que durou 18 meses e que teve como consequência um novo cerco a Jerusalém.

Os Jardins Suspensos da Babilónia

Segundo reza a lenda, Nabucodonosor II mandou construir estes jardins para consolar a sua esposa que sentia saudades da Pérsia. Os jardins situavam-se sobre a açoteia e os terraços do palácio real, de forma a simular colinas. Em 1899, o arqueólogo alemão Robert Koldewey descobriu abóbadas com poços profundos onde se pensa que se situavam os famosos jardins.

A Torre de Babel

Nabucodonosor II construiu um enorme zigurate no coração da cidade da Babilónia. Este templo foi destruído, a única fonte existente na qual estão apontadas as suas reais dimensões é a tábua de Esangila - Templo que levanta a cabeça. Este documento descreve uma monumental torre de sete andares que alcançava 90 metros, edificada sobre um enorme aterro de 456 metros de comprimento por 412 de largura.

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Re: Império Babilónico

Mensagem por Fundador em 21st Junho 2011, 17:25

Reinado de Nabucodonosor II


Moeda com a face de Nabucodonosor II
Após a vida do Rei assírio Assurbanipal, em 631 a.C., o Império Assírio entrou em declínio, devido às revoltas dos povos dominados. Nabopolassar conquista Ninive em 612 a.C. com a ajuda dos Medos, seus vizinhos. O que resta do Império Assírio sucumbe definitivamente em 605 a.C. Assim nasceu o Império Neo-babilónio, muito mais grandioso que o de Hamurabi.

Nabucodonosor II expandiu seu império, conquistando boa parte da Cilícia, Síria, Fenícia e Judeia. Tomou Jerusalém e levou em cativeiro um grande número de seus habitantes, episódio conhecido como a primeira Diáspora Judaica ou o "cativeiro babilónico". Derrotou o exército egípcio sob o Faraó Neco II em Carquemish, 605 a.C., e em Hamat, anexando o território da Síria. Cercou Tiro durante 13 anos, de 585 a.C. a 572 a.C.

Nabucodonosor II restabeleceu o sistema de irrigação, restaurou os templos da Babilônia, protegeu sua capital com linhas de muralhas dupla e um muro entre os rios Tigre e Eufrates ao Norte de Babilônia. Entre as grandes obras que embelezaram a Babilônia, ficaram particularmente famosos os Jardins Suspensos da Babilônia (terraços jardinados construídos em pátios elevados sustentados sobre colunas para agradar à sua mulher, uma princesa meda) e um zigurate (Torre-templo em forma pirâmidal com mais de 90 metros de altura) chamado incorretamente de "Torre de Babel".

Jeoiaquim, Rei de Judá, torna-se seu vassalo em 604 a.C., mas pouco depois se rebela. Em 598 a.C., os exércitos babilônicos cercam a cidade. Jeoiaquim morre, sendo sucedido pelo seu filho, Joaquim ou Jeconias, como Rei de Judá. Joaquim rende-se voluntariamente e parte para o Exílio em Babilónia. Seu tio Zedequias, é nomeado Rei de Judá. Mas Zedequias, com apoio de sua corte, preferiu rebelar-se contra Nabucodonosor II e confiar na ajuda do Egipto. Onze anos depois, em 587 a.C., o exército de Nabucodonosor II invade o Reino de Judá, tomando as cidades fortificadas de Azecá e Laquis. Depois, inicia o cerco final de 18 meses a Jerusalém. A cidade de Jerusalém e seu Templo são destruídos, restando apenas ruínas fumegantes.

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