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Almeida Garrett

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Almeida Garrett

Mensagem por Fundador em 3rd Junho 2011, 22:25

Escritor e político (1799-1854).

Filho de António Bernardo da Silva, proprietário nos Açores, tal como o pai passou a utilizar o apelido Garrett, em 1818, em virtude do nome da sua avó paterna, D. Antónia Margarida Garrett, oriunda de uma família nobre irlandesa. Ainda em criança, aquando das invasões francesas, a sua família exilou-se na ilha Terceira, onde foi educado pelo tio, o árcade D. Frei Alexandre da Sagrada Família, revelando desde cedo a sua aptidão para o mundo das letras.

Foi em Coimbra, onde cursou Direito, que Almeida Garrett se revelou um entusiasta defensor das ideias liberais, o que o obrigaria ao exílio em Inglaterra, em 1823, depois da Vila-Francada. Dos seus tempos de estudante, datam os poemas da Lírica de João Mínimo, editada em 1819, e o drama Lucrécia, apresentado ao público também nesse ano. Foi durante o exílio que Almeida Garrett traçou definitivamente o seu rumo na literatura.

Contatando de perto com as grandes obras clássicas inglesas, passou a dedicar especial atenção à literatura tradicional popular, acabando por enveredar pelo romantismo, de que viria a ser o expoente. Nessa altura, escreveu as duas primeiras obras românticas, Camões (1825) e Dona Branca (1826).

Regressou entretanto a Portugal, mas após a vitória dos absolutistas, em 1828, voltou para Inglaterra, seguindo posteriormente para a ilha Terceira, onde passou a integrar o Exército Liberal. Em 1832, participou no desembarque do Mindelo, sendo depois nomeado representante do governo liberal em Bruxelas. O período que se seguiu à revolução setembrista de 1836, com a subida de Passos Manuel ao poder, foi para Almeida Garrett uma das suas melhores fases.

Dedicando-se ardentemente à renovação do teatro português, fundou o Teatro Nacional e o Conservatório de Arte Dramática e escreveu uma série de dramas notáveis, como o Auto de Gil Vicente (1838), D. Filipa de Vilhena (1840), O Alfageme de Santarém (1842) e Frei Luís de Sousa (1844), a sua obra-prima, considerada "a obra mais brilhante que o teatro romântico produziu". Por ter sido proibida, a peça teve que ser representada num teatro particular e esperar vários anos até subir ao palco do Teatro Nacional. Foi entretanto deputado (1837), cronista-mor (1838), par do Reino (1851) e, em 1852, ministro dos Negócios Estrangeiros por alguns meses.

A diversidade estética e cultural da sua obra é notável, desde os seus primeiros trabalhos, onde é notória a formação árcade, até ao auge da sua fase romântica, influenciada pela leitura dos grandes escritores franceses, ingleses e alemães. Da sua vasta produção literária são ainda de destacar: O Romanceiro e o Cancioneiro, uma recolha de literatura popular tradicional em três volumes, a obra poética Flores em Frutos (1845), Viagens na Minha Terra (1846), romance com que renovou a prosa portuguesa, e o livro de poemas Folhas Caídas (1853), considerado a melhor expressão do lirismo confessional romântico.

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Re: Almeida Garrett

Mensagem por Fundador em 27th Janeiro 2012, 15:55

Estátua de Almeida Garrett

Foi mandada erguer, em frente à Câmara Municipal do Porto, no âmbito das Comemorações do Centenário da Morte de Almeida Garrett. Data de 1954, feita em bronze num plinto de granito.


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