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Isabel, a Católica

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Isabel, a Católica

Mensagem por Fundador em 18th Maio 2011, 01:15

Rainha de Castela (1451-1504), entre 1474 e 1504.

Filha de João II de Castela e de D. Isabel de Portugal, envolveu-se num conflito com o irmão Henrique IV de Castela, por este impor a sua filha Joana, a Beltraneja, para a sucessão no trono. Depois da morte do irmão conseguiu suceder-lhe no trono e tornar-se rainha de Castela.

Casada com Fernando de Aragão, em 1469, ambos combateram o rei português, D. Afonso V, evitando as suas pretensões de aceder ao trono castelhano, por meio do casamento com a Beltraneja. A situação ficou resolvida com a assinatura do Tratado de Alcáçovas (1479), pelo qual o monarca português teve de renunciar às pretensões que tinha sobre o trono de Castela.

Foi sob a alçada dos Reis Católicos que os cristãos tomaram Granada, em 1492, o último reduto muçulmano da Península Ibérica, e sob a sua bandeira que Cristóvão Colombo atingiu a América.

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Re: Isabel, a Católica

Mensagem por Saibot em 19th Agosto 2011, 01:59

Isabel ficou órfã de pai quando tinha apenas três anos. Foi educada pela mãe, juntamente com o seu irmão mais novo, Afonso. Aos 11 anos foi levada com Afonso por Henrique IV, seu meio-irmão, para a Corte castelhana, considerada então das mais corruptas da Europa. Na Corte, a jovem princesa passava os dias entregue ao estudo e à oração. Devido à fraqueza dos reis castelhanos, nesse período os nobres tinham chegado ao ponto de despojar completamente o trono da sua autoridade. Aproveitavam-se da imbecilidade de Henrique IV e das escandalosas relações entre Joana de Portugal, sua segunda mulher, e o seu favorito Beltran de la Cueva, a quem atribuíam a paternidade da infanta Joana, por isso cognominada la Beltraneja. Com a chegada dos jovens príncipes, formaram-se logo na Corte dois partidos: um que defendia a legitimidade destes ao trono, e outro que defendia o da Beltraneja. O primeiro partido tornou-se tão poderoso que conseguiu que o rei reconhecesse Afonso e Isabel como seus legítimos herdeiros.

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Re: Isabel, a Católica

Mensagem por Saibot em 19th Agosto 2011, 02:18

O partido de Isabel quis aclamá-la rainha no lugar de Henrique IV. Nessa ocasião, Isabel deu uma das primeiras provas das suas qualidades, recusando a coroa usurpada que lhe era oferecida, e declarando que nunca, enquanto seu irmão vivesse, aceitaria o título de rainha. Aos 18 anos, Isabel casou-se secretamente com o herdeiro da coroa de Aragão, o príncipe D. Fernando, para evitar as tentativas que o seu irmão fazia para casá-la com outro pretendente. Os jovens soberanos entregaram-se com energia à tarefa de reconstruir o país. Começaram a reprimir severamente os abusos e aplicar a justiça contra quem quer que fosse. Fizeram reviver, para isso, a Santa Irmandade, uma força de voluntários que servia de polícia local, com jurisdição sobre assassinatos, atos de violência e desobediência às leis e aos magistrados. Isabel obteve do papa a instauração da Santa Inquisição em Castela para combater os cristãos-novos (judeus convertidos), muitos dos quais tinham uma fé duvidosa e utilizavam a usura para pressionar os cristãos.

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Re: Isabel, a Católica

Mensagem por Saibot em 19th Agosto 2011, 02:37

Isabel era muito ciosa da sua autoridade como rainha. Por isso, em 1475 assinou com o seu marido o acordo denominado Concórdia de Segóvia, pelo qual recebeu o título de rainha e proprietária de Castela, enquanto Fernando ficava como consorte. Um dos maiores empenhos que Isabel teve no seu reinado foi mover a guerra santa contra os muçulmanos, então firmemente implantados em Granada. Para esse empreendimento, obteve do papa as mesmas indulgências de cruzada concedidas aos soldados que tinham combatido na Terra Santa. Nas várias campanhas que encetou, e sobretudo na reconquista de Granada, Isabel arrebatava os seus soldados com uma energia sobre-humana. Os soldados acreditavam estar na presença de uma santa. Não havia nem blasfémias nem obscenidades no acampamento onde ela se deslocava, e viam-se veteranos endurecidos ajoelhados enquanto se celebrava missa ao ar livre por ordem da rainha. A presença da soberana era para os guerreiros uma garantia de vitória, pois inspirava-lhes valor e confiança. Até os mouros a admiravam, cantando a sua bondade e beleza, apesar de a temerem como inimiga.

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Re: Isabel, a Católica

Mensagem por Saibot em 19th Agosto 2011, 02:54

Enquanto Fernando, um dos melhores guerreiros de sua época, comandava o exército, a rainha cuidava de toda a retaguarda, como recrutamento de reforços, envio de alimentos e munições, assim como projetava os hospitais - foi ela quem instituiu o primeiro hospital militar, e as suas enfermeiras precederam as da Cruz Vermelha em mais de trezentos anos. Cavalgava de um lugar para outro, indo mesmo aos acampamentos revestida de leve armadura de aço, para elevar o moral dos soldados. O papa Alexandre VI concedeu ao real casal, devido aos serviços em prol da Cristandade, o título de Reis Católicos, em harmonia com o de Rei Cristianíssimo, concedido anteriormente ao monarca francês. A Europa, com a queda de Granada, ficava assim livre da presença islâmica no seu solo e a Espanha emergia como grande potência, a par aliás de Portugal. Os dois países, de facto, reuniam condições únicas - geográficas, políticas e sociais - para encetarem, com êxito, a gesta dos Descobrimentos.

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Re: Isabel, a Católica

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