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Américo Tomás

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Américo Tomás

Mensagem por Fundador em 15th Maio 2011, 22:32

Presidente da República Portuguesa (1894-1987), entre 1958 e 1974.

Frequentou a Faculdade de Ciências de 1912 a 1914. Neste mesmo ano, iniciou a carreira como aspirante no corpo de alunos da armada, tendo concluído em 1916 o curso da Escola Naval. Na I Guerra Mundial, escoltou os comboios que se dirigiam para Inglaterra e para França, tanto no cruzador Vasco da Gama, como no Pedro Nunes. A partir de 1919, e durante 16 anos, serviu no navio hidrográfico 5 de Outubro, onde, em 1931, depois de comandante interino, foi designado comandante, passando a chefiar a missão hidrográfica da costa portuguesa. Paralelamente, durante os anos 20 desempenhou diversas funções de destaque no domínio da navegação e da pesquisa hidrográfica.

Iniciou a carreira política, em 1936, durante a remodelação de Janeiro desse ano, quando foi escolhido para chefe de gabinete do ministro da Marinha Ortins Bettencourt. Apesar das diversas reformas que a Marinha sofreu enquanto exerceu funções governativas, manteve uma postura política discreta, salientando-se sobretudo pelas capacidades técnicas. Entretanto promovido a capitão-de-mar-e-guerra, em 1944 ascendeu a ministro da Marinha, funções que desempenhou até 1958, ano em que foi candidato pela União Nacional, para disputar as eleições presidenciais face ao oposicionista general Humberto Delgado.

Numa eleição em que a oposição foi proibida de inspeccionar o funcionamento das assembleias de voto, Américo Tomás venceu com cerca de 75% dos votos expressos. Foi reeleito em 1965 e em 1972, não por sufrágio direto, mas sim por um colégio. Salazar não queria correr riscos e, para este efeito, foi alterada a Constituição em 1959.

Foi Américo Tomás quem nomeou Marcelo Caetano chefe do Governo, após a confirmação médica da incapacidade de Salazar. Esta escolha não parece ter sido do seu agrado, já que Marcelo Caetano era, em sua opinião, "demasiado reformista". Preocupavam-no sobretudo as posições nas colónias. Mas, o fim do regime já estava à vista. Foi deposto, antes de concluir o mandato, no dia 25 de Abril de 1974. Foi expulso da Armada e partiu para o exílio no Brasil. Nunca mais foi reintegrado, mas em 1980, pôde regressar a Portugal com o consentimento do presidente Ramalho Eanes.

Escreveu, entre outras obras, As Últimas Décadas de Portugal (1980-1981). Em 1953, foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.

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