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Napoleão Bonaparte

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Napoleão Bonaparte

Mensagem por Fundador em 5th Maio 2011, 01:30

Napoleão Bonaparte (1769-1821) foi imperador francês, de 1804 a 1814 e em 1815.

Oficial de artilharia distinguiu-se no cerco de Toulon (1793), passando a general de brigada. Venceu a campanha de Itália (1796-1797) e chefiou a expedição ao Egito (1798-1799). Em 1799, derrubou o Directório e fez-se nomear primeiro-cônsul e depois cônsul vitalício. Em 1804, o Senado designou-o imperador. Reorganizou a justiça e fortaleceu a administração. Levou a guerra desde Lisboa a Moscovo, tendo alcançado retumbantes vitórias.

A 21 de Novembro de 1806, impôs o Bloqueio Continental, com a intenção de isolar economicamente a Inglaterra relativamente ao resto da Europa. Nessa sequência, em 1807, Portugal foi intimado a fechar os portos à velha aliada, mas a recusa em fazê-lo levou a que Napoleão Bonaparte, apoiado pelos espanhóis (situação decorrente do Tratado de Fontainebleu), ditasse a invasão de Portugal. As tropas francesas, comandadas por Junot, chegaram a Lisboa a 30 de Novembro de 1807, mas pouco antes de chegarem a corte portuguesa já ia a caminho do Brasil. Seguiram-se a segunda e a terceira invasões francesas, culminando a luta com a derrota dos franceses, em 1811.

A estrela de Napoleão Bonaparte começou a declinar na campanha da Rússia, em 1812. Em 1814 abdicou, mas em Março de 1815 retomou o Poder. Após a derrota de Waterloo (1815) foi deportado para a ilha de Santa Helena, onde morreu.

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Re: Napoleão Bonaparte

Mensagem por Fundador em 5th Maio 2011, 01:32

O General Jacobino

Napoleão Bonaparte, poucos sabem, quando jovem oficial, esteve bem próximo dos jacobinos, em razão do que chegou a ficar preso por algumas semanas quando Robespierre foi deposto e executado em 1794. Graças às instâncias de Augustin Robespierre, o irmão do tirano, Napoleão Bonaparte tornou-se general aos 24 anos de idade - um general jacobino.

Testemunhando uma humilhação

No verão de 1792, o jovem Napoleão Bonaparte, então um desconhecido tenente, um corso que vivia e se educara na França, caminhava com um amigo pelas ruas de Paris convulsionada quando resolveu acompanhar a multidão que se dirigia ao Palácio das Tulherias. A grande edificação era a morada de Luís XVI desde que ele fora removido de Versalhes três anos antes. Napoleão se indignou com que viu. Observou de longe o rei ser conduzido a força até a sacada do palácio e obrigado a vestir o barrete frígio, o gorro vermelho da revolução. Lá de cima, constrangido, ainda teve que abanar para a massa que exultava. Para Napoleão, tudo aquilo poderia ter sido evitado se o rei, como o mínimo de coragem, houvesse determinado a que disparassem uma precisa canhonada sobre aquela gente. Desprezou Luís XVI por sua hesitação e pusilanimidade frente "à hedionda populaça". Ele, por sua vez, nunca esquecendo aquele 20 de junho de 1792, saberia dispor das baterias para fazer carreira. Jamais se deixaria aviltar frente às multidões, vindas elas em trajos civis ou em uniforme.

Leitor Voraz

Desde que se inscrevera em 1779, ainda um garoto, na Escola Militar de Brienne, na Champanha, e depois para a de Paris, onde foi aluno do matemático Monge e de Dagelet, que incendiou sua imaginação com seu relato de viagens feitas pelo mundo, aquele pequeno corso de comportamento recluso, revelara-se um leitor voraz. Em Brienne, para poder ler em paz nos recreios, chegou a construir no pátio da escola uma pequena cabana com folhagens para que não o atrapalhassem. Foi assim, em meio aos intensos exercícios de matemática, que deixou-se embriagar pela conquista da cidade santa pelos cruzados, narrada por Tasso no Jerusalém Libertada, experimentando então "as primeiras emoções da glória", como assegurou ao conde de Las Cases, o seu memorialista (Memorial de Santa Helena). Nada escapava à sua curiosidade. Além da sua paixão pela história e pela geografia, devorou Voltaire, Rousseau, D'Alembert, Mably, o padre Raynal com a mesma tranqüilidade que passou pelos clássicos antigos, particularmente pelas máximas de Plutarco e por Tito Lívio, e pelos grandes do teatro francês: Racine, Corneille e Molière.

Um Novo César, um Alexandre!

Anos mais tarde, num encontro privado que teve com Goethe em Weimar, confessou-lhe que lera diversas vezes Werther, livro que emocionou-o profundamente. Além disso, conheceu por inteiro os códigos de Justiniano, impressionando anos depois, ao citar as Pandectas, os juristas franceses que ele convocara para redigir o novo código burguês, o Código Napoleônico. É evidente que os feitos de César, de Alexandre e de Aníbal o influenciaram, quando não dirigiram subliminarmente a sua meteórica carreira. A conquista do Egito, a travessia dos Alpes, a consolidação de um império europeu, tudo isso veio-lhe das leituras feitas nas suas horas de folga. Mas antes disso, também aventurou-se pelo universo das letras compondo aos 20 anos uma história resumida da Ilha de Córsega ou ainda, em seguida, um ensaio inacabado sobre a A República e a Monarquia. Seguindo o exemplo de Rousseau, também preparou um texto, dedicado ao ilustre genebrino, para concorrer num concurso da Academia de Lyon sobre quais os sentimentos que deveriam ser estimulados no homem para que ele atingisse a felicidade.

Em Avignon, em 1793, numa pausa das manobras, compôs o Le Souper de Beaucaire (O Jantar de Beaucaire), que André Maurois considerou o melhor trabalho literário de Napoleão. Se a primeira edição do Le Souper ele pagou do seu próprio bolso, o governo republicano resolveu bancar a seguinte, pois o ensaio de Napoleão tornara-se um sucesso, caindo no agrado dos jacobinos. Nele, o jovem militar reclamava dos excessos de retórica que circulavam ao redor da revolução, com muito pouca ação correspondente, exigindo que se avaliassem mais os atos do que o palavreado.

Mudando a sorte

Evidentemente que, por aquelas alturas da vida, Napoleão tinha consciência da sua excepcionalidade. Quem entre os jovens oficiais da República francesa tinha o seu estofo literário, ou dominava história como ele? Em carta, manifestou ao ministro da Guerra o seu desagrado com a falta de missões. Rogava que o mandassem para um fronte de ação, para as margens do Reno, onde a todo momento a França era ameaçada pelos exércitos dos reis estrangeiros. Então sua sorte mudou. Uma delegação de comissários de guerra vinda de Paris, composta pelo deputado corso Salicetti, por Augustin, o irmão mais jovem de Robespierre, por Gasparin e Ricord, chegou ao Sul da França com a tarefa de dar combate à contra-revolução. Essa, há quase cinco meses, deitara posse do porto de Toulon (inclusive abrindo-o à esquadra inglesa), antigo arsenal e, desde o século XVI, base da frota francesa do Mediterrâneo. O controle dela era fundamental para a sobrevivência da república.

Carteaux, o general encarregado pelo governo revolucionário de reconquistar a cidade, mostrara-se inoperante. Lançando mão da sua autoridade de comissário de guerra, Salicetti, que já conhecia os irmãos Bonaparte de Ajácio, indicou o jovem Napoleão para ser o chefe da artilharia do exército de Cartoux. A sorte estava lançada. Bonaparte partia para a primeira das 60 batalhas que iria travar nos próximos 22 anos.

Toulon

Na baía da cidade, no alto dos mastros e dos fortes, tremulava a bandeira dos Bourbon. Nas cercanias dela, nos acampamentos republicanos, era a flâmula tricolor da revolução. A batalha de Toulon não era uma batalha qualquer. Como Valmy e Jemappes, travadas no ano anterior, em setembro de 1792, ela era parte de uma guerra ideológica generalizada: de um lado a monarquia restauradora, do outro a república revolucionária. Ali, nas praias do Mediterrâneo, o antigo e o novo regime se enfrentavam. Napoleão de imediato achou risíveis as operações de sítio imaginadas por Carteaux (anteriormente ele fora um pintor de batalhas do rei XVI). Tratou logo de dispor as baterias de canhões de modo concentrado para causar grande dano àquela verdadeira internacional de contra-revolucionários que havia desembarcado no solo pátrio (além dos realistas franceses, haviam ingleses, sardos e os espanhóis, num total de 13 mil homens). Antes de entrar em ação, contando com o apoio de Gasparin, o comissário local, Napoleão conseguiu que a Convenção removesse Carteaux do comando, substituindo-o pelo experiente general Dugommier.

A Canhonada e o Assalto

Após um novo conselho militar, os comissários e os oficiais decidiram seguir o plano de Napoleão. Basicamente tratava-se de pôr em fuga a esquadra inglesa e tomar de assalto a cidadela. Sem ela os contra-revolucionários no porto estariam a mercê dos republicanos. E assim se deu. Durante três dias seguidos, do 14 ao 17 de dezembro, as baterias francesas, quase 50 canhões e morteiros de sítio, martelaram as posições inimigas em Toulon. Para se precaver, a esquadra estrangeira recuou, evacuando os soldados ingleses, espanhóis e sardos. No dia 17 à noite quatro colunas marcharam para tomar a cidade. Uma delas comandadas pelo próprio Napoleão. Às cinco horas da manhã, tudo estava decidido. O porto voltava a ser da França. O tiroteio ainda se estendeu por mais um dia, concluindo-se com a violenta explosão do arsenal de pólvora dos contra-revolucionários. Pelo país inteiro o 18 de dezembro foi comemorado como a primeira vitória importante dos franceses frente a uma coalizão de forças inimigas.

General-de-brigada

Bonaparte impressionou a todos pela coragem. O seu cavalo foi abatido e ele mesmo chegou ser ferido numa perna golpeado por uma baioneta sem que isso o desanimasse Um outro general, seu superior, o general Dutheil não hesitou em enviar elogios ao ministro, dizendo que Bonaparte reunia uma conjugação de ciência, inteligência e muita bravura, rara de encontrar-se em qualquer oficial. Augustin Robespierre por sua vez relatou ao irmão : "Acrescento aos patriotas que já te mencionei o cidadão Bonaparte, general comandante de artilharia, de mérito transcendente. É corso."

No dia 22 de dezembro de 1793, Salicetti e Augustin Robespierre, na qualidade de comissários, não tiveram dúvidas em promovê-lo a general-de-brigada. Aos 24 anos Napoleão tornara-se, junto com Desaix, um dos mais jovens oficiais superiores do exército francês. Toulon, para grande parte da juventude européia do século XIX, passou a ter um significado simbólico. O grande momento que acontece na vida de alguém, retirando-o do anonimato e lançando-o entre as estrelas maiores do firmamento da história.

Tempos Sombrios

Porém os ventos mudaram novamente num repente. De Paris veio a notícia espantosa de que Robespierre, seu irmão Augustin e mais um punhado de outros jacobinos haviam sido presos e imediatamente guilhotinados no dia 28 de julho de 1794, no que chamou-se o Golpe do 9 do Termidor, momento em que os convencionais puseram fim ao regime de terror. A era da pobreza respeitável e honrada recomendada por Robespierre encerrara-se com sua cabeça caída num cesto sujo de sangue. A república dos proprietários, do dinheiro novo, é quem passaria a governar o país. A jeunesse dorée e os extravagantes, as jovens elegantes e perfumadas, é quem iriam ocupar os lugares públicos que antes foram dos sans-culottes, das velhotas tricoteuses e demais mulheres do povo.

Destituído e Preso

Tendo sido promovido pelos jacobinos decaídos - chegara a ser conhecido como "o favorito de Robespierre"-, Napoleão foi aprisionado. Destituíram-no do seu comando de artilheiro do Exército da Itália, pois o seu superior, o general Dumerbion, apesar de ter-lhe grande estima, não ousou contradizer a ordem que viera da Convenção de Paris. A detenção não durou muito. Duas semanas depois, em 24 de agosto de 1794, ele estava com a prisão relaxada, pois não havia encontro entre seus papéis, nada que o ligasse aos irmãos Robespierre, executados um mês antes. Em seguida, reintegraram-no no estado-maior do Exército da Itália.

Da Tentação Italiana à Demissão

Servindo em Nice, quase na fronteira da Itália, Bonaparte entregou-se então ao seu primeiro plano grandioso. Tentou por vários meios convencer seus superiores da possibilidades de comandar uma bem sucedida invasão da Itália, para afastar dali a presença dos sempre ameaçadores austríacos (naquela época o império austríaco controlava todo o Norte da Itália, da Lombardia ao Vêneto). Que lhe dessem 55 mil soldados que eles veriam o que ele faria! Mas não foi para isso que o chamaram a Paris. Na primavera de 1795, acompanhado pelos capitães Junot e Marmont (que mais tarde seria seus generais de confiança), ele apresentou-se à Convenção. Queriam que ele fosse dar combate aos chouans da Vendéia (a coligação de padres, nobres e camponeses da Bretanha que se insurgira em 1793 contra a república).

Um General Desempregado

Napoleão logo percebeu que o cheiro da pólvora de Toulon que ele trazia impregnado no seu uniforme e a aura de herói que o acompanhava, já havia se dissipado, e que ele não seria ouvido. Além disso, seu passado recente de jacobino só piorava as coisas. O convencional Aubry queria que ele assumisse um comando na infantaria. Napoleão recusou a oferta. Na verdade não era uma missão, era uma punição. Eis que num repente ele se encontrou novamente em desgraça, reduzido a metade do seu soldo. Demissionário, refugiou-se num hotel miserável, de três francos a semana, pagos provavelmente pelo pai do capitão Junot. As coisas na França revolucionária não eram porém a fazer desesperançar um talento como o dele. A política era volátil, em horas, em minutos, os ventos mudavam, sai-se do poder para o cadafalso, da prisão para o governo, num piscar de olhos. Encostaram-no então num departamento burocrático, o escritório topográfico, justamente para estudar a viabilidade de uma operação militar na Itália. Não demorou para que o vetassem. Supõe-se que essas idas e vindas que sua carreira passou naquela época reforçaram o seu sangue frio e sua determinação. Nada mais o surpreenderia na vida.

O Salão da Madame Tallien

O jovem general não descurou de encontrar outros meios para levar adiante seus planos de homem ambicioso. Em Paris tudo se fazia e se sabia nos clubes ou nos salões. Napoleão deu para freqüentar o salão da casa de Tallien, um dos cinco diretores, cuja esposa Teresa Tallien, Cabarrus em solteira, era uma beldade filha de um banqueiro espanhol. Por diversas vezes no passado, quando seu marido era ainda um seguidor de Danton, ela trajara-se como a liberdade, com barrete frígio e tudo, nas festas populares em que aparecia. Com a queda dos extremistas de Robespierre (que contou com o apoio ativo de Tallien, um rei do oportunismo), Teresa Cabarrus, a madame Tallien, virou a musa do regime do Diretório, imediatamente apelidada de "Nossa Senhora do Termidor" pelos malévolos.

As Maravilhosas

Um dos seus críticos chamou-a de a Maria Antonieta do novo regime, "dissipando fábulas em luxo insolente em meio a miséria pública". Não sem razão. Uma das extravagâncias de madame Tallien era banhar-se em suco de morangos frescos, extraído das 20 caixas que traziam para ela. madame Tallien, junto com madame Hamelin, era uma das merveilleuses, as mulheres deslumbrantes da época do Termidor. O seu salão, que ela ironicamente apelidara de la Chaumière (a choupana), não sem razão passou a ser disputado por todo tipo de arrivistas.

Naquele meio Napoleão causava uma certa estranheza. Avesso à elegância, praticamente criado em acampamentos, com um uniforme surrado e o descuidado cabelo caído nos ombros (ele só aderiu ao corte curto à la romana quando se tornou cônsul), geralmente silencioso, ele não fazia boa presença naquele ambiente povoado por financistas, políticos, belas mulheres e excelentes vinhos. Mas era lá que estavam, além de Tallien, os dois mais influente homens do Diretório, Barras e Fréron, representantes da nova burguesia que iria reger a França durante um certo tempo.

Assim, quando em cinco de outubro daquele ano de 1795 (no dia 13 do Vindimário do ano IV pelo calendário revolucionário então vigente), eclodiu a revolta realista contra o Diretório, o nome de Bonaparte não demorou a ser lembrado por Barras para vir salvar a república. Desta vez ele não refugou a missão: chamaram-no depois de o General Vindimário. Foi o primeiro apelido que deram a ele.

Fonte: Especial Revolução Francesa

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Re: Napoleão Bonaparte

Mensagem por Fundador em 25th Junho 2011, 00:36

Imperador dos franceses (1769-1821).

Estudou nas escolas militares de Brienne e Paris e, em 1793, com 24 anos, comandava já unidades de Artilharia. Em 1796, partiu para Itália, onde liderou um corpo expedicionário que derrotou os piemonteses e os austríacos. Dois anos depois, estava em Malta, que conquistou aos ingleses. Partiu para o Egipto e entrou no Cairo, depois de esmagar os turcos. Após a sua armada ter sido derrotada por Nelson na Batalha do Nilo (1798), acabou por partir para França.

A 9 de Novembro de 1799, deu-se um golpe de Estado, Napoleão foi nomeado primeiro-cônsul, instituindo uma ditadura militar. Em 1801, derrotou os austríacos em Marengo e consolidou a posição da França.

Com as mãos livres, podia fazer o que tanto ansiava: criou uma formidável máquina militar e fez nascer uma nova estrutura, o Corpo de Exército, que aglutinou quatro divisões. Foi mais longe e juntou os Corpos de Exército, formando o Grande Exército, que estava subordinado às suas ordens.

Eleito cônsul vitalício, coroou-se imperador a si mesmo em 1804. Encetou reformas administrativas, educacionais e legislativas (Código Napoleónico) e reestruturou por completo o Exército.

A guerra voltou a reatar-se com os ingleses e rapidamente se estendeu a russos e austríacos. Pensava atacar Inglaterra, mas Nelson derrotou a sua armada em Trafalgar, obrigando-o a abandonar quaisquer planos de invasão. Optou por combater em terra e, em 1805, derrotou austríacos e russos nas batalhas de Ulm e Austerlitz. Os prussianos, por seu turno, foram batidos um ano mais tarde em Auerstadt.

Tornou-se o árbitro da Europa. Pensou em subjugar os ingleses com um bloqueio continental. Lançou os seus exércitos à conquista de Espanha e Portugal, a partir de 1808, mas sofreu sucessivas derrotas. Em Junho e Julho de 1808, surgiram insurreições no Porto e noutras terras contra os invasores franceses, que foram derrotados nas batalhas de Roliça (a 17 de Agosto) e de Vimeiro (a 21 de Agosto). Na Convenção de Sintra, assinada a 30 de Agosto, estipulou-se a evacuação francesa.

Na segunda invasão francesa, em Março de 1809, foram novamente vencidos, mas sob a chefia de Massena invadiram pela terceira vez em Junho de 1810. Os franceses perderam na Batalha do Buçaco (a 27 de Setembro) e foram retidos nas linhas fortificadas de Torres Vedras. A 17 de Abril de 1811, deixaram por completo Portugal. Porém, em Espanha, os confrontos entre as forças aliadas e os invasores continuaram até à Primavera de 1814. Com as invasões francesas, as finanças públicas agravaram-se, assim como as condições de vida dos portugueses. Napoleão obrigou à mudança da Corte portuguesa para o Brasil.

Em 1812, invadiu a Rússia. Travou e ganhou a Batalha de Borodino e entrou em Moscovo, mas foi obrigado a retirar. Em 1813, ainda conseguiu vitórias em Lutzen, Bautzen e Dresden, mas sofreu um sério revés em Leipzig. Forçado a abdicar, partiu para Elba em 1814.

Os Bourbons, porém, rapidamente se mostraram impopulares e Napoleão regressou (1815), sendo aclamado em triunfo pelas massas. Lançou-se de novo no campo de batalha, mas foi derrotado em Waterloo pela combinação de tropas inglesas e prussianas, sob o comando de Wellington e Blucher.

Finalmente, fugiu para Paris, entregou-se aos ingleses e foi levado para Santa Helena, onde permaneceu até à morte.

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Re: Napoleão Bonaparte

Mensagem por Fundador em 13th Agosto 2011, 16:03

Túmulo de Napoleão Bonaparte


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Re: Napoleão Bonaparte

Mensagem por Fundador em 16th Agosto 2011, 16:44

Causa da morte de Napoleão Bonaparte

Cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, acreditam ter resolvido um mistério de mais de 200 anos: a causa da morte de Napoleão Bonaparte. Uma combinação de conhecimentos atuais de medicina com relatos de autópsias, memórias do imperador, depoimento de testemunhas e histórico médico familiar determinou que uma hemorragia gastrointestinal decorrente de um câncer gástrico foi a causa imediata da morte do líder francês.

Napoleão, depois de ser derrotado pelos britânicos em 1815, foi exilado na ilha de Santa Helena, no sul do Oceano Atlântico. Seis anos depois, aos 52 anos, o imperador disse suas últimas palavras. Na época, uma autópsia determinou que a causa da morte foi um câncer no estômago. No entanto, em 1961, uma quantidade de arsênico foi encontrada em um fio de cabelo de Napoleão, levantando a hipótese de envenenamento.

De acordo com a publicação LiveScience, o novo estudo, liderado pelo pesquisador Robert Genta, comparou 50 imagens atuais de úlceras benignas e 50 cânceres gástricos com as duas lesões de Napoleão descritas na autópsia original, uma grande, no estômago, e uma menor, que atravessou a parede estomacal e chegou até o fígado.

"Napoleão teve um caso severo de câncer que se espalhou para outros órgãos. Mesmo que tivesse sido tratado nos dias atuais, ele não teria muito mais do que um ano de vida", disse Genta.

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Re: Napoleão Bonaparte

Mensagem por Fundador em 31st Agosto 2011, 17:45

O Erro de Napoleão

Descubra os acontecimentos militares que se desenvolveram na fronteira luso-espanhola, conhecida como "Raia Seca", entre 1807 e 1812, e que deram como concluída a derrota de Napoleão na Península Ibérica e o início do seu declínio a nível continental.


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Re: Napoleão Bonaparte

Mensagem por Fundador em 7th Outubro 2011, 18:35


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Re: Napoleão Bonaparte

Mensagem por Fundador em 6th Outubro 2013, 16:48

Deixo abaixo um vídeo que fiz sobre Napoleão.


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Re: Napoleão Bonaparte

Mensagem por Carlos Costa em 30th Março 2015, 23:21

A minha personalidade histórica favorita. Grande líder, brilhante visionário!
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http://acasadoconhecimento.blogs.sapo.pt

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Re: Napoleão Bonaparte

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