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Concílio de Clermont

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Concílio de Clermont

Mensagem por Carlos Costa em 28th Abril 2011, 23:17

Foi no Concílio de Clermont, em França, convocado pelo papa Urbano II em Novembro de 1095, que o Sumo Pontífice promoveu um novo movimento (que viria a ficar para a História como a Primeira Cruzada) destinado a libertar a Terra Santa.

Na reunião, Urbano II discursou para o povo e também a este conseguiu convencer da justeza da proposta. Não se conhece o teor da oratória de Urbano II, mas até aos nossos dias chegou a informação de que o discurso foi calorosamente recebido e que o povo afirmou que Deus queria tal missão.

A perseguição que era efetuada aos peregrinos que se deslocavam da Europa até Jerusalém assim como a descaracterização e destruição dos locais onde Cristo vivera foram os dois factores apresentados pelo papa para justificar a organização das expedições militares, cujo objetivo último era tomar Jerusalém.

A partir dos princípios aceites pelo Concílio de Clermont, estabeleceu-se como necessário o apoio aos cristãos do Leste, envolvidos em guerras contra os muçulmanos, e fomentou-se a organização das ordens militares, demonstração do espírito monástico que se divulgava e da mística militar que ia concretizar-se com a luta contra os infiéis.

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Re: Concílio de Clermont

Mensagem por Saibot em 18th Agosto 2011, 00:01

Em Novembro de 1095, o papa Urbano II (1088-1099) convocou um concílio em Clermont, o qual deveria abordar problemas relacionados com a disciplina eclesiástica francesa. Contudo, a 27 desse mês, o papa fez um discurso que espantou todos os que se encontravam ali reunidos. Não eram só prelados, mas também muitos laicos e, sobretudo, milites, as milícias comandadas por cavaleiros brigões, que punham o país a ferro e fogo e a quem a Tregua Dei muito desgostava. O que Urbano II disse com exatidão nesse discurso não se conhece com pormenor, uma vez que existem pelo menos cinco versões do mesmo - e todas escritas muito depois. Mas tudo indica que terá dito aos cavaleiros que a Trégua de Deus não os obrigava a depor as armas. Pelo contrário, deveriam até travar duras batalhas, mas não em França - no Oriente, onde os cristãos bizantinos precisavam da sua preciosa ajuda para levar de vencida os turcos.

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Re: Concílio de Clermont

Mensagem por Saibot em 18th Agosto 2011, 00:16

Afigura-se muito provável que Urbano II tivesse pretendido dar uma ajuda aos clérigos locais. De facto, se os milites partissem para outras paragens a França ficaria muito mais tranquila. Em Clermont, o papa estaria decerto longe de pensar que o seu discurso iria dar origem à conquista de Jerusalém, para a qual propunha uma simples peregrinação, prática aliás muito em voga nos anos antecedentes, mas que se tinha tornado uma empresa perigosa devido à crescente intolerância dos turcos, que então dominavam a Terra Santa. O certo é que o apelo à peregrinação feito por Urbano II teve um impacto tremendo. Em todos os recantos da Cristandade ocidental (particularmente em França e na Alemanha) juntaram-se grandes grupos de guerreiros e, também, de simples peregrinos, dispostos a efetuar a viagem sem outra arma que não fosse a cruz vermelha pregada numa túnica branca.

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Re: Concílio de Clermont

Mensagem por Saibot em 18th Agosto 2011, 11:14

Com o apoio do Clero, esses grupos foram-se reunindo e ficou estabelecido que a partida para a Terra Santa teria lugar no Verão de 1096, uma vez que seria praticamente impossível fazer com que semelhante multidão, estimada em 600 mil homens, atravessasse tamanha distância no Inverno. A espera, contudo, deu lugar a acontecimentos trágicos. Entregues a tantos meses de ócio, os grandes grupos de guerreiros-peregrinos, fortemente armados, estavam ansiosos por aniquilar os inimigos de Cristo. Enquanto não chegavam à Terra Santa, decidiram que podiam começar pelos que estivessem mais à mão, motivo por que começaram a perseguir judeus - dos quais se dizia que sempre se tinham dado bem com os muçulmanos -, como sucedeu na Alemanha, na região de Colónia, onde foram feitas grandes matanças, seguidas do roubo de todos os bens dos supliciados, a ponto de, como sucedeu em Neuss, as mães judias - na iminência de mais um ataque - optarem por estrangular e afogar os seus pequenos filhos, para que estes não fossem mortos pelos gentios.

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