História Universal
Olá visitante!

Por favor, faça login ou crie uma conta se ainda não estiver registado.

Métodos de tortura e execução

Página 1 de 5 1, 2, 3, 4, 5  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Métodos de tortura e execução

Mensagem por Carlos Costa em 26th Abril 2011, 23:52





Última edição por Carlos Costa em 26th Maio 2011, 13:49, editado 3 vez(es)

Carlos Costa
Administrador

Mensagens: 1607
Idade: 30
Localização: Porto, Portugal

http://carloscostaoficial.blogs.sapo.pt

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Métodos de tortura e execução

Mensagem por Carlos Costa em 26th Abril 2011, 23:53

Roda de Despedaçamento


Uma roda onde o acusado é amarrado na parte externa. Abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficavam depositadas as brasas. À medida que a roda se movimentava em torno do próprio eixo, o acusado era queimado pelo calor produzido pelas brasas. Por vezes, as brasas eram substituídas por agulhas metálicas.

Este método foi utilizado como forma de execução e tortura entre 1100 e 1700 em países como Inglaterra, Holanda e Alemanha.

Carlos Costa
Administrador

Mensagens: 1607
Idade: 30
Localização: Porto, Portugal

http://carloscostaoficial.blogs.sapo.pt

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Métodos de tortura e execução

Mensagem por Carlos Costa em 26th Abril 2011, 23:54

O Serrote


Este método de execução era aplicado aos condenados de bruxaria, adultério, assassinato, blasfémia ou roubo, especialmente durante a Idade Média e Idade Moderna.

O condenado era pendurado de cabeça para baixo para retardar a sua morte, forçando a que o sangue e o oxigénio permanecessem no cérebro, e então era serrado por várias horas até morrer. Ele poderia ser completamente serrado ao meio ou ter somente parte do abdómen serrado para que a morte fosse mais lenta. Normalmente as pessoas só morriam quando a serra chegava ao umbigo e, em certos casos, ao peito.

Carlos Costa
Administrador

Mensagens: 1607
Idade: 30
Localização: Porto, Portugal

http://carloscostaoficial.blogs.sapo.pt

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Métodos de tortura e execução

Mensagem por Carlos Costa em 26th Abril 2011, 23:55

Touro de Bronze


O Touro de Bronze era um instrumento de execução desenvolvido na Grécia por Perilo de Atenas.

Este engenho tinha uma porta lateral onde a vítima era inserida, e de seguida essa porta era fechada e um carrasco acendia uma fogueira por debaixo do engenho. À medida que a temperatura aumentava no interior do Touro, o ar ficava escasso, e o executado procurava desesperadamente meios para respirar, e por isso recorria ao orifício que existia na boca do Touro. Os gritos exaustivos da vítima saíam então por essa extremidade, fazendo parecer que a esfinge estava viva.

O condenado morria literalmente assado.

Carlos Costa
Administrador

Mensagens: 1607
Idade: 30
Localização: Porto, Portugal

http://carloscostaoficial.blogs.sapo.pt

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Métodos de tortura e execução

Mensagem por Carlos Costa em 26th Abril 2011, 23:57

Cavalete


O cavalete foi um instrumento de tortura usado ao longo da história. Era um instrumento de contenção, cujo objetivo variava desde a simples exposição em público do condenado, ao auxílio de várias formas de tortura.

Era constituído por um bloco de madeira, vertical, com borda cortante sobre o qual era estendido o corpo do indivíduo. As mãos eram presas em dois furos e os pés eram presos com anéis de ferro.

Carlos Costa
Administrador

Mensagens: 1607
Idade: 30
Localização: Porto, Portugal

http://carloscostaoficial.blogs.sapo.pt

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Métodos de tortura e execução

Mensagem por Carlos Costa em 27th Abril 2011, 00:04

Fogueira


A morte na fogueira era o procedimento que o Tribunal do Santo Ofício (Santa Inquisição) utilizava para todos os acusados que não admitissem a sua culpa ou não se arrependessem dos seus pecados e heresias. Quando um condenado optava por morrer na fé católica, era primeiro garroteado e só depois o seu corpo seria cremado.

A fogueira era um destino a que nenhum acusado poderia escapar: se morresse durante as torturas o seu corpo era queimado posteriormente na fogueira; se fugisse para o estrangeiro era queimado em éfige; se morresse no estrangeiro o seu corpo era transladado para ser queimado na fogueira. Não havia forma de escapar caso o acusado fosse condenado: morto ou vivo, seria queimado na fogueira. Depois de cremado, as cinzas do executado eram atiradas aos rios ou mares.

A Inquisição utilizava este método de execução porque naquela época acreditava-se que o fogo era uma forma de limpar o mal do mundo; ao queimarem o corpo do herege, o mundo era purificado. Havia também uma outra razão: a Igreja não derrama sangue. Por isso mesmo utilizava-se o fogo e, por a mesma razão, não eram os inquisidores ou demais funcionários da Igreja que realizavam as torturas e as execuções, mas sim os funcionários (carrascos) do Estado.

A morte na fogueira demorava cerca de 30 minutos. As roupas do condenado eram embebidas em enxofre para garantir que morresse queimado e não asfixiado pelo fumo. Às vezes a morte era mais lenta porque se utilizava lenha verde ou a lenha era colocada apenas junto às pernas do acusado.

Estes eventos eram chamados de autos-de-fé e toda a população era convidada a assistir. Os dias de autos-de-fé eram dias de festa, porque, naquela época, quase todos acreditavam em demónios e bruxaria e, para além disso, quase todos achavam que a Inquisição cumpria um importante papel social. As pessoas vinham de longe para assistir, ocorriam feiras onde os comerciantes aproveitavam para ganhar dinheiro, e os autos-de-fé eram altamente simbólicos, com cantos, rituais e discursos dos inquisidores.

Dezenas de milhares de pessoas foram queimadas vivas. O pior período foi de 1550 a 1650, durante a reforma protestante e a contra-reforma lançada pela Igreja Católica. Em Portugal, de 1540 a 1794, foram queimadas vivas cerca de 1.200 pessoas, sendo que a maioria destas execuções se realizaram em Évora, Coimbra e Lisboa. Na cidade do Porto, em toda a história da Inquisição Portuguesa, ocorreu apenas um auto-de-fé.

Carlos Costa
Administrador

Mensagens: 1607
Idade: 30
Localização: Porto, Portugal

http://carloscostaoficial.blogs.sapo.pt

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Métodos de tortura e execução

Mensagem por Carlos Costa em 27th Abril 2011, 00:08

Cadeira Inquisitória


Esta cadeira era um dos métodos mais utilizados pelo Tribunal do Santo Ofício para extrair confissões. Diz-se que as vítimas não aguentavam mais de 15 minutos na cadeira inquisitória; ao fim desse tempo, no máximo, diziam tudo o que os inquisidores queriam ouvir.

Apesar de parecer horrível uma pessoa sentar-se numa cadeira destas, na realidade não existe nenhum problema. Isto acontece, porque o peso de um ser humano distribui-se, de forma igual, por todas as pontas e desta forma elas perdem o efeito. O que faz com que a cadeira seja tão terrível são os tornos para prender os pés, os pulsos e o peito: ao serem apertados, as pontas enterravam-se na carne dos réus.

Mas, mesmo assim, estas não eram as dores máximas que se podiam provocar nesta cadeira. O mais terrível eram aquelas com assentos e pontas de metal (a cadeira da imagem acima possui 99% de pontas de madeira), porque os inquisidores acendiam uma fogueira por debaixo do assento: como o metal é um excelente distribuidor de calor, rapidamente a pessoa que estava amarrada ficava com queimaduras de terceiro grau.

A cadeira inquisitória foi muito utilizada nos países europeus, especialmente na Espanha e na Alemanha, até ao século XVIII e XIX.

Carlos Costa
Administrador

Mensagens: 1607
Idade: 30
Localização: Porto, Portugal

http://carloscostaoficial.blogs.sapo.pt

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Métodos de tortura e execução

Mensagem por Carlos Costa em 28th Abril 2011, 23:57

Tortura na Antiguidade


A empalação foi utilizada por quase todas as civilizações

A história da humanidade está manchada de sangue, suor e lágrimas. Desde sempre as diferentes nações aplicaram penas horríveis aos que violavam as suas leis.

Na Roma Antiga a forma mais utilizada para manter a ordem social nas províncias era a crucificação, sendo que previamente o acusado era chicoteado em praça pública; outros eram atirados às feras, queimados vivos ou vítimas de representações mitológicas, o mais realistas possíveis, nos diversos anfiteatros do Império. Os assírios costumavam empalar os inimigos e também tinham por hábito esfolar vivos os governadores que não faziam bem o seu trabalho. Na Pérsia utilizavam-se elefantes para esmagar a cabeça dos criminosos e também costumavam os colocar em salas repletas de cinzas. No Antigo Egito eram queimados vivos e a alguns acusados de penas mais leves eram cortadas as orelhas, mãos ou pés. Na China Antiga todos os desordeiros ou opositores do imperador eram enterrados vivos, esfolados vivos ou queimados com azeite ou água a ferver.

Carlos Costa
Administrador

Mensagens: 1607
Idade: 30
Localização: Porto, Portugal

http://carloscostaoficial.blogs.sapo.pt

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Métodos de tortura e execução

Mensagem por Carlos Costa em 29th Abril 2011, 00:13

Potro


Este aparelho era composto por uma prancha, sobre a qual era deitada a vítima. Esta prancha apresentava orifícios pelo quais se passavam cordas de cânhamo que arrochavam os antebraços, os braços, as coxas, as panturrilhas, em suma, as partes mais carnudas dos membros da vítima. No decorrer da tortura, essas cordas eram progressivamente apertadas, por meio de manivelas nas laterais do aparelho. O efeito era o de um torniquete. A legislação espanhola que regulamentava a tortura previa, no máximo, cinco voltas nas manivelas que apertavam as cordelas ao corpo. Isso visava a garantir que, caso fosse provada a inocência do réu, este não saísse da tortura com sequelas irreversíveis. Porém, geralmente, os carrascos, incitados pelos interrogadores, davam até dez voltas na torção, o que fazia com que as cordas esmagassem a carne até o osso.

Carlos Costa
Administrador

Mensagens: 1607
Idade: 30
Localização: Porto, Portugal

http://carloscostaoficial.blogs.sapo.pt

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Métodos de tortura e execução

Mensagem por Carlos Costa em 29th Abril 2011, 00:15

Esmagador de Cabeças


Este instrumento esteve em uso, ao que parece, na Alemanha do Norte, e gozava de certa preferência. O seu funcionamento é tão simples quanto cruel: colocava-se a cabeça do condenado com o queixo sobre a barra inferior, e com o rosqueamento a cabeça ia sendo esmagada. Primeiro, despedaçava os alvéolos dentais, as mandíbulas, e então a massa cerebral saía pela caixa craniana. Mas com o passar do tempo este instrumento perdeu a sua função de matar e assumiu o papel de tortura do inquisidor. Ainda permanece em uso em países onde a polícia emprega tortura para obter confissões, com a diferença de que são usados materiais macios, para não deixar marcas.

Carlos Costa
Administrador

Mensagens: 1607
Idade: 30
Localização: Porto, Portugal

http://carloscostaoficial.blogs.sapo.pt

Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 1 de 5 1, 2, 3, 4, 5  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum