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História do Alandroal

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História do Alandroal

Mensagem por Fundador em 29th Maio 2014, 16:28

Alandroal deve o seu nome à existência na região de vastas áreas de alandros ou aloendros, cuja madeira constitui, ainda hoje, matéria-prima para o trabalho de artesãos locais. Situado numa zona de fronteira atravessada pelo rio Guadiana, este concelho alentejano vive sobretudo à base de uma economia agro-pecuária, com criação de gado bovino, suíno e ovino, que por sua vez alimenta a produção de lacticínios. Até há cerca de um quarto de século, a região foi dominada pela agricultura de sequeiro extensivo, algo que terá contribuído para tornar ainda mais pobre uma região historicamente deserta.

O território do atual município, que tem uma superfície com uma área aproximada de 545 quilómetros quadrados, é constituído pelo dos antigos concelhos de Alandroal, Juromenha e Terena, localidades que herdaram um património arqueológico assinalável, com destaque para o existente em Juromenha, de origem pré-nacional muito remota.

Na região encontram-se diversos vestígios de ocupação humana desde cerca de três mil anos a.C. No entanto, na ribeira de Luceféci, encontra-se o chamado Castelo Velho, um recinto fortificado que se pensa ter sido construído há cerca de cinco mil anos.

Durante muito tempo, as terras do Alandroal foram palco da presença de povos árabes. Após a reconquista das terras aos mouros, D. Sancho I doou a povoação à Ordem de Avis, que hoje está simbolizada no brasão do concelho. Em 1486, D. João II deu-lhe foros de município autónomo, confirmado depois por D. Manuel I, em 1514.

O desenvolvimento da vila apenas ocorrerá a partir de finais do século XIII, quando D. Lourenço Afonso, nono mestre da Ordem de São Bento de Avis, por determinação de D. Dinis, iniciou a construção do Castelo de Alandroal.

Foi à sombra deste castelo que cresceu a povoação, que deu à história de Portugal nomes como Pero Rodrigues, alcaide do Alandroal e cavaleiro do Mestre de Avis (D. João I), e cujos feitos foram descritos nas crónicas de Fernão Lopes e nos poemas de Luís de Camões. António Álvares foi outro exemplo de distinção durante a Guerra da Restauração. Interrompeu a vida religiosa para comandar a artilharia de D. João IV e, vencida a guerra, retomou a sua vocação.

Os ares e as águas do Alandroal são bastante famosos pelas suas qualidades. Reza a história que o concelho nunca foi atacado por qualquer tipo de epidemia, facto que atraiu muita gente, incluindo os Duques de Bragança, quando noutras regiões surgiu o flagelo da peste. Há quem atribua esse facto à existência de grandes matas de aloendros, os tais arbustos que deram o nome à povoação.

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